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Eduardo Cunha é preso em Brasília e levado para Curitiba

relogio min de leitura | Redação 20 de outubro de 2016 - 12:22
Imagem ilustrativa da imagem Eduardo Cunha é preso em Brasília e levado para Curitiba

Eduardo Cunha é preso e levado para Curitiba

>> Sérgio Moro pediu a prisão preventiva do ex-deputado

O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso, ontem, em Brasília, no âmbito da Operação Lava Jato. O pedido de prisão preventiva do ex-presidente da Câmara foi emitido pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato.

A Polícia Federal (PF) confirmou a prisão preventiva. Cunha foi levado para Curitiba, onde estão sendo conduzidas as investigações. Entre os argumentos utilizados para justificar o pedido de prisão de Cunha, a força-tarefa de procuradores da Lava Jato afirmou que a liberdade do ex-deputado representa risco às investigações.

Segundo a acusação, “há evidências” de que existem contas pertencentes a Cunha no exterior que ainda não foram identificadas, fato que coloca em risco as investigações. Além disso, os procuradores ressaltaram que Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e pode fugir do país.

“Enquanto não houver rastreamento completo do dinheiro e a total identificação de sua localização atual, há risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação”, disse Moro na decisão. A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. O processo foi aberto pelo Supremo Federal, mas após a cassação do ex-deputado, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque Cunha perdeu o foro privilegiado. Eduardo Cunha divulgou nota em sua defesa e chamou de “absurda” a decisão de sua prisão. Ele alega que é baseada em uma ação extinta no Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha disse ainda que seus advogados tomarão “medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão”.

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