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Dejorge aposta na renovação para conquistar os eleitores

relogio min de leitura | Redação 09 de outubro de 2016 - 08:00
Imagem ilustrativa da imagem Dejorge aposta na renovação para conquistar os eleitores

Com 81.952 votos, o vereador de ‘primeira viagem’, Dejorge Patrício (PRB), garantiu a segunda posição na disputa do primeiro turno no pleito municipal, no último domingo, e entrou na disputa do segundo turno para conquistar a Prefeitura de São Gonçalo. Apostando na pouca experiência de vida política, o parlamentar pauta sua campanha no poder de renovação no município. Para Dejorge, chegou a vez de um trabalhador, como a maioria da população, assumir a cadeira mais alta da cidade. Se for eleito, ele promete um “choque de gestão” como primeira medida.

O SÃO GONÇALO - O primeiro turno foi um dos mais equilibrados e polarizados que a cidade já teve. O comportamento dos eleitores surpreendeu o senhor?

DEJORGE PATRÍCIO - Estamos bem confiantes devido ao desejo de renovação da cidade. Por ser conhecedor das causas do município e por estar sempre na rua, percebi que o povo quer uma renovação e busca alguém que seja como ele. Com certeza, o meu perfil é o mais próximo da população, que é de um cara trabalhador, que entende o sofrimento da cidade, que é determinado a fazer a diferença. Sou muito grato às pessoas que reconheceram isso e nos levaram para o segundo turno com mais de 80 mil votos.

OSG - Caso o senhor seja eleito, qual será sua primeira medida como prefeito?

DEJORGE - São tantas coisas para fazer, que estão abandonadas e sem funcionar. Por isso, precisamos dar um choque de ordem e de gestão na cidade. Temos que rever tudo e reconstruir boa parte desse governo para que a gente possa avançar nesse grande projeto de renovação.

OSG - Como pretende convencer o grande número de eleitores que se absteve ou votaram nulo e em branco a votar no senhor nesse 2º turno?

DEJORGE - No 2º turno, a disputa é mais leal, até no tempo de televisão, que são 10 minutos para cada um. Isso faz com que nosso nível de conhecimento aumente. Tenho certeza que não vamos ter dificuldades em avançar. Agora, as pessoas que votaram em branco ou nulo vão saber que existe um cara que vem com conhecimento de causa da cidade e disposição para mudar a história.

OSG - O senhor e seu adversário no 2º turno chegaram empatados à disputa. Quais as diferenças entre as suas propostas e as dele? Por que, agora, o eleitor deve votar no senhor e não nele?

DEJORGE - Mesmo com o segundo lugar, se formos analisar os resultados como um todo, nós ficamos muito a frente. Temos apenas três anos e meio de mandato, contra adversários que têm mais de 20 anos na política da cidade. Nosso diferencial é exatamente esse, com um projeto de renovação, que traga cabeças frescas e gente nova para avançar a cidade. Precisamos valorizar o povo, o cidadão gonçalense para mudar a história da cidade. E nosso adversário, assim como outros candidatos, representa essa política que não muda. Hoje, a população tem uma oportunidade. De um lado, políticos antigos que nada fizeram. E do outro, a minha candidatura, que é a mudança de São Gonçalo.

OSG - Caso eleito, quais serão suas prioridades?

DEJORGE - A prioridade é sempre saúde, educação e saneamento básico. A segurança pública também está muito ruim, vamos articular ao máximo com os governos Estadual e Federal para mudar esse quadro. Hoje, o índice do Ideb foi um dos mais baixos, precisamos mudar isso. Então, não adianta ser professor e médico, tem que trabalhar.

OSG - O que achou do perfil da Câmara de Vereadores eleita para o próximo quadriênio (2017-2020)?

DEJORGE - A renovação é sempre bem-vinda, não adianta ficar na mesmice. Foram 17 novos nomes eleitos, que vão trazer mente nova, política nova e isso tudo é favorável para o nosso projeto de governo, que é de renovação. Por isso, já estamos conversando com vários vereadores eleitos para nos acompanhar desde agora.

OSG - Se eleito, o senhor priorizará a formação do seu secretariado com aliados políticos ou quadros técnicos? Por quê? O senhor também pensa em reduzir o número de secretarias e cargos comissionados para enxugar os gastos públicos?

DEJORGE - Quando a gente fala em quantidade de funcionários e cargos comissionados, temos que trazer economia para os cofres públicos. Temos que fazer uma política consciente, reduzindo contratos e a folha para economizar e avançar nos nossos projetos. Na verdade, tem secretaria que dá para trabalhar com indicação política. Já outras que não, tem que ser cargo técnico. Mas independente disso, tem que ser bom. Buscarei grandes nomes, pessoas que estamos avaliando currículo para ser o melhor para São Gonçalo. Sempre pensando na cidade e no povo.

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