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Trump afirma, sem provas, que eleição do Brasil pareceu fraudada, mas diz gostar de Lula

Após a reeleição de Lula, Flávio Bolsonaro anunciou que pretende pedir a anulação do pleito, enquanto Eduardo Bolsonaro pediu pressão internacional contra o resultado

relogio min de leitura | Redação
Trump afirma, sem provas, que eleição do Brasil pareceu fraudada, mas diz gostar de Lula
Trump afirma, sem provas, que eleição do Brasil pareceu fraudada, mas diz gostar de Lula -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o resultado da eleição presidencial brasileira nesta segunda-feira (26) e afirmou que a votação “parecia mais uma eleição fraudulenta”, sem apresentar provas de irregularidades. A declaração ocorreu um dia após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 51,79% dos votos válidos, e ser reeleito presidente da República.

Apesar de levantar suspeitas sobre o processo eleitoral, Trump declarou ter uma boa relação com o presidente brasileiro. “Gosto do Lula, me dou bem com ele”, disse o republicano a jornalistas.


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Questionado sobre a possibilidade de adotar alguma medida em relação ao Brasil, Trump respondeu: “Eu não estou concorrendo no Brasil. Estou concorrendo nos Estados Unidos”. O presidente norte-americano também afirmou que não havia tomado partido na disputa, embora tenha questionado a votação.

O principal motivo de reclamação da chapa derrotada é o tempo ampliado de votação. A decisão de Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu após as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) solicitarem ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a ampliação do horário de votação. Flávio solicitou a medida em municípios de estados afetados por fortes chuvas, enquanto Lula pediu a prorrogação em todo o país, devido às dificuldades no transporte público. Como Nunes Marques não havia decidido sobre os pedidos até as 17h, horário previsto para o encerramento da votação, o PT também recorreu ao STF, e Zanin determinou a extensão até as 19h.

A mudança provocou confusão e dificuldades operacionais, pois foi divulgada por volta das 17h, quando parte das seções já havia encerrado os trabalhos. A prorrogação valeu para as urnas que ainda não tinham sido fechadas, conforme a orientação transmitida posteriormente pelo TSE.

Após a derrota nas urnas, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhecia o resultado e anunciou que pediria a anulação da eleição. O senador questionou a mudança no horário de votação, enquanto seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), publicou um vídeo em inglês no qual pediu que a comunidade internacional não reconhecesse a vitória de Lula e pressionasse pela anulação do pleito. Eduardo, assim como Trump, não apresentou provas de fraude eleitoral.

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