Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,2285 | Euro R$ 5,8716
Search

Globo cancela debate presidencial após decisões judiciais

Emissora afirmou que mudanças determinadas pelo TSE e pelo STF, horas antes do evento, interferiram nas regras previamente acordadas

relogio min de leitura | Redação
Debate seria o último antes do primeiro turno das eleições
Debate seria o último antes do primeiro turno das eleições -

A TV Globo cancelou, na noite desta quinta-feira (1º), o debate entre os candidatos à Presidência da República que estava previsto para ocorrer antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4). A decisão ocorreu após duas determinações judiciais alterarem as regras do encontro.

Uma das decisões, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a emissora de manter no cenário o púlpito destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia decidido não participar do debate. As regras originalmente acordadas pelos partidos previam que o espaço permaneceria vazio e identificado em caso de ausência.

Em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos, candidato do Missão, no debate. A legislação eleitoral estabelece critérios para a participação obrigatória de candidatos em debates, mas a decisão judicial alterou a composição inicialmente prevista pela emissora.

Além das decisões judiciais, Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar do encontro. Estavam previstas as participações de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Nota da Globo

A emissora divulgou uma nota justificando o cancelamento. Abaixo, o trecho integral referente à justificativa apresentada pela Globo:

“A Globo recebeu há pouco duas notificações relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite, que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento.”

A emissora afirmou ainda que as regras haviam sido assinadas pelos partidos e que as decisões tomadas próximas ao horário do debate geraram, segundo a Globo, “insegurança jurídica”. A empresa também declarou considerar que houve interferência na liberdade dos veículos de imprensa para organizar debates eleitorais.

O encontro seria o último debate entre os candidatos à Presidência antes do primeiro turno das eleições de 2026.

Matérias Relacionadas