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‘Vamos dobrar o efetivo de guardas municipais’

relogio min de leitura | Redação 31 de agosto de 2016 - 12:00
Imagem ilustrativa da imagem ‘Vamos dobrar o efetivo  de guardas municipais’

Candidato a prefeito de São Gonçalo pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), o vereador Marlos Costa, 41, pretende usar sua experiência nos dois mandatos na Câmara, junto com sua atuação profissional como advogado e analista do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para administrar a cidade, caso seja eleito. “Temos que investir em educação, saúde, mobilidade urbana e principalmente na segurança pública. Muitos acham que o município não tem nada a ver com segurança pública, mas tem sim. Lei federal estabelece que a Guarda Municipal pode apoiar o policiamento ostensivo. Então, vamos dobrar o efetivo da Guarda”, disse.

O SÃO GONÇALO - Após dois mandatos como vereador, o que faz acreditar que está preparado para ser prefeito?

MARLOS COSTA -Antes de vereador, sou servidor público desde 19 anos. Fiz o primeiro concurso público aos 18 anos. Sou advogado formado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), especialista em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas, e analista do Tribunal de Contas do Estado desde 2000. Portanto, minha experiência na área pública já é de quase duas décadas. Conheço como funciona a máquina pública e sei os problemas, hoje, que afligem o município.

OSG - O que o senhor destaca como prioridades, caso seja eleito?

MARLOS - Tenho andado muito pela cidade, percorrido os bairros, conversado com as pessoas e uma das prioridades do nosso governo será a segurança pública. Pode parecer que a Prefeitura não tem nada a ver com segurança pública, mas tem sim. Hoje, temos uma legislação federal que estabelece que a Guarda Municipal pode apoiar o policiamento ostensivo. Vamos dobrar o efetivo da GM, que hoje tem menos de 400 profissionais, quando deveria ter mais de mil. Então, vamos dobrar esse número para 800 guardas. Vamos também fazer um convênio com a PM, nos moldes que já acontece no Rio, como o programa “Lapa Presente”, aproveitando os policiais lotados no 7ºBPM, em horário de folga. É uma das nossas prioridades, porque a gente sente que a população está insegura e a Prefeitura tem que exercer seu papel. Além de reivindicar o aumento do efetivo para o 7ºBPM, onde hoje, temos menos de 500 policiais.

OSG - Qual a análise que o senhor faz de seus principais adversários?

MARLOS - Vejo que o atual prefeito teve a oportunidade de fazer e nada fez. É uma administração que podemos classificar como desastrosa. O prefeito cometeu um estelionato eleitoral, em 2012. Prometeu um monte de coisas que não conseguiu cumprir e hoje vejo que a população repudia esse governo. E, sem dúvida nenhuma, a população vai votar pela mudança.

OSG - O senhor militou durante anos no PT e construiu sua carreira política lá. Por que deixou o partido? O senhor considera o PT um partido de corruptos?

MARLOS - Eu saí do PT por divergir de uma série de questões que o partido tinha e mantém até hoje. Uma delas, é a corrupção. O PT perdeu o caminho da defesa dos interesses dos trabalhadores, da sociedade, e quando esteve ocupando o poder no âmbito federal, traiu os interesses do povo. Deixei o PT há um ano, antes mesmo de acontecer todos esses escândalos recentes. O PSB é um partido que a gente percebe que conserva no seu estatuto a defesa dos interesses nacionais e dos trabalhadores.

OSG - O senhor foi a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff?

MARLOS - A questão do processo de impeachment foi inevitável por razões políticas. Não acredito que as questões jurídicas foram maiores que as razões políticas. A presidente afastada perdeu a governabilidade, não teve a capacidade de dialogar com os partidos, no Congresso Nacional, o que acabou ocasionando o processo que vai se encerrar nessa semana.

OSG - Qual a sua posição com relação a todas as mudanças previstas pelo presidente interino Michel Temer de reforma na previdência e na CLT?

MARLOS - Somos contra. Ninguém pode mexer nos interesses do trabalhador. Os direitos dos trabalhadores têm ser assegurados, garantidos e não acredito que a diminuição desses direitos, seja na questão da aposentadoria ou nos direitos trabalhistas, vai fazer o país crescer. Pelo contrário, a diminuição de direitos pode fazer com que a gente aprofunde uma recessão no Brasil. Esse não é o caminho para a gente avançar no desenvolvimento econômico. O trabalhador não tem que pagar essa conta.

OSG - Quais são suas principais propostas para concorrer ao cargo?

MARLOS - Na saúde, a gente precisa reordenar e reformular o programa “Saúde da Família”, que hoje não atinge mais do que 30% da população. Vamos reformular o programa criando as Clínicas da Família, que serão estruturas que abrigarão até oito equipes, instaladas em todos os distritos, com ginecologia, geriatria e pediatria. Hoje, apenas cerca de 10% das mulheres que buscam a rede pública conseguem fazer exame preventivo. Na área de Emergência e Urgência, a gente vai colocar para funcionar de verdade o Pronto Socorro de Alcântara, que não tem nem ortopedista. Vamos reabrir a emergência de Arsenal, fechada há seis anos. Outra ideia é a abertura dos postos em horário estendido. Nos dias de semana, os principais postos da cidade funcionarão de 8h até 20h, e também aos sábados. Na educação, vamos acabar com a aprovação automática. Vamos voltar com as avaliações normais e colocar duas professoras no 1º e 2º ano, para que nenhum criança saia desse período sem saber ler e escrever corretamente. Vamos também ampliar vagas de creches, através de convênios com igrejas e associações. Na cultura, vamos criar o projeto das lonas culturais, pelo menos duas em cada distrito, para que a gente possa ter cultura próxima das pessoas. É um absurdo o que o atual governo tem feito, está construindo um teatro para 200 pessoas por R$ 14 milhõess. Com esse recurso, a gente construiria 10 lonas e levaria cultura a preços populares, valorizando o artista local, além de ser um espaço multiuso.

Na área de gestão, vamos criar subprefeituras e descentralizar o poder, levando para bairros como Alcântara, Jardim Catarina. Ainda não definimos um número, mas vamos fazer para que a população tenha mais acesso aos serviços públicos. O subprefeito terá status de secretário e será representante do prefeito nessas regiões administrativas.

OSG - As últimas pesquisas apontam um empate técnico entre o atual prefeito e outros dois candidatos. Caso o senhor passe para um segundo turno, há possibilidade de se estabelecer alianças?

MARLOS - Não temos dúvida que vamos para o segundo turno. Inclusive, muitas pesquisas divulgadas não batem com a pesquisa que temos feito internamente. No 2º turno, certamente vamos fazer alianças que serão necessárias, dentro do ponto de vista programático e para o bem da cidade.

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