Lobista apresenta nova denúncia contra Cunha

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), terá que dar conta de mais uma denúncia. Desta vez, foi o lobista Júlio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, que afirmou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que foi pressionado a pagar propina de mais de R$15 milhões ao deputado afastado. A votação do pedido de cassação do mandato de Cunha deve acontecer ainda este mês na Câmara. Ele foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo o depoimento de Júlio Camargo, realizado na última segunda-feira na 6ª Vara Criminal Federal da Justiça Federal em São Paulo, o pedido de propina aconteceu, em 2011, sob a alegação de que Eduardo tinha uma bancada de mais de 200 deputados para sustentar. A afirmação foi feita na frente de Eduardo Cunha, que acompanhava a audiência. O delator deu detalhes sobre a extorsão sofrida.
Foi também Júlio Camargo que denunciou o pagamento de propina a Eduardo Cunha em cima de um contrato para construção de navios-sonda da Petrobras entre 2006 e 2007. A propina é avaliada nos mesmos US$ 5 milhões (mais de R$15 milhões).
Leitura – O parecer do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados favorável à cassação do mandato de Eduardo Cunha foi lido esta semana. A data de votação será definida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ. O processo pedindo a cassação do mandato de Cunha foi aprovado, em junho, por 11 a favor e 9 contra. Para o conselho, o peemedebista mentiu em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em maio de 2015, sobre a existência de contas bancárias de sua propriedade no exterior.