‘Minha preocupação é lutar pelas pessoas’

O pastor evangélico Roberto Luiz Ferreira, 56, é pré-candidato a vereador pelo PMN. Ele tenta, pela quarta vez, uma vaga ao Legislativo gonçalense. O pastor baseia sua pré-campanha em um tripé: saúde, trabalho e educação.
O SÃO GONÇALO - O que motivou o senhor a se lançar pré-candidato a vereador?
PASTOR ROBERTO FERREIRA - A falta de seriedade na política atual. Faltam pessoas sinceras que queiram lutar pelo povo. A maioria dos políticos se candidata por interesse próprio, para seu beneficio. Minha preocupação é lutar pelas pessoas, principalmente as mais carentes.
O SÃO GONÇALO - Caso eleito, qual será a sua prioridade?
PASTOR ROBERTO - Na área da educação é a construção de creches em todos os bairros, com alimentação completa e que possam preparar as crianças para o ensino fundamental. Defendo também o ensino integral com aulas regulares, reforços e cursos técnicos.
O SÃO GONÇALO -Tem algum projeto em mente?
PASTOR ROBERTO - O vereador, na verdade, não executa. Ele cria leis e fiscaliza o Executivo, mas ele pode apresentar sugestões e lutar para que elas sejam concretizadas. Na área de educação, que engloba também a saúde, pretendo lutar para transformar o espaço do Colégio São Gonçalo, desativado, em um hospital faculdade de medicina. Não é fácil, mas vou lutar por isso até o fim. Defendo a ampliação do médico de família e de postos de saúde. No trabalho, quero trazer para a cidade uma incubadora de empresas. Tive oportunidade de conhecer o projeto em São Paulo e vi que dá certo. Quero, com isso, revitalizar a indústria têxtil no município. Pequenas empresas e confecções que estejam começando poderão usar esse espaço (galpão incubadora) por até dois anos. Nele, vamos oferecer apoio logístico, jurídico, financeiro e cursos. Depois destes 24 meses, já preparadas, as empresas poderão seguir sozinhas e outras surgirão.
O SÃO GONÇALO - Há possibilidade de desistir da pré-candidatura? Por quê?
PASTOR ROBERTO - Não há possibilidade. Vou até o fim. São Gonçalo tem, em média, 60% de evangélicos, milito na área evangélica e tenho ouvido que há uma necessidade de representação nesta área. É um pedido do público evangélico.