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Alerj realiza audiência sobre transportes

relogio min de leitura | Redação 19 de julho de 2016 - 12:00

O fim do transporte irregular de passageiros, como vans e empresas de carros privados não regulamentados, foi defendido pelo presidente da Comissão para Prevenir e Combater a Pirataria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Dionísio Lins (PP). O parlamentar informou, em audiência pública ontem, que enviará a pauta de reivindicações dos taxistas e trabalhadores rodoviários, que estão tendo prejuízos com o transporte irregular, para diversas instituições, como o Governo do Estado, prefeitura do Rio, Ministério Público e o Detran.

Segundo Dionísio Lins, a pirataria no transporte do Rio de Janeiro é um desrespeito ao trabalhador em um momento de crise e alto desemprego. "É um absurdo a pirataria dominar o Rio de Janeiro como está acontecendo. Vamos lutar junto a Justiça e todas as esferas de poder para que os taxistas e os trabalhadores rodoviários sejam respeitados. A pirataria gera desemprego e diminui a arrecadação de impostos pelo estado", afirmou.

Os taxistas e trabalhadores rodoviários reclamam, principalmente, do aplicativo de celular Uber. O presidente da cooperativa Playtaxi, Ricardo Telles, ressaltou que a concorrência com o Uber é desleal, já que os taxistas são obrigados a pagar tributos e a realizar, em média, cinco vistorias por ano.

Além dos taxistas, os trabalhadores rodoviários também pedem o fim do Uber. Segundo o superintendente do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Rio (Setrerj), Marcio Barbosa, mais de 5 mil empregos foram perdidos no setor e seis empresas foram fechadas devido à crise.

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