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Ex-governador do Rio, Cláudio Castro se pronuncia após ser condenado à inelegibilidade

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu nesta terca o julgamento sobre a cassação e inelegibilidade

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 24 de março de 2026 - 22:36
Cláudio Castro foi condenado a inelegibilidade de 8 anos
Cláudio Castro foi condenado a inelegibilidade de 8 anos -

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, usou as redes sociais para se pronunciar sobre a condenação por inelegibilidade que recebeu do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (24). A votação terminou 5 a 2 a favor da condenação.

Castro usou sua conta oficial no X (antigo Twitter) para opinar sobre o julgamento e afirmar que vai recorrer da decisão até a última instância.

"Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população. 

Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato de governador já no primeiro turno das eleições de 2022.

Reitero meu absoluto respeito aos Ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro.

Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso", escreveu.

Julgamento

Os ministros analisaram ações que apontam uso irregular da máquina pública durante a campanha de reeleição. O foco principal está em contratações em massa feitas por meio da Fundação Ceperj e da Uerj.

Segundo o processo, cerca de 27 mil funcionários temporários foram contratados, com gastos de mais de R$ 500 milhões, e parte deles teria atuado como cabos eleitorais.

Para a maioria dos ministros, houve uso eleitoral da estrutura do governo, sem critérios técnicos claros, o que configura abuso de poder.

A maioria foi formada com os votos da relatora Isabel Gallotti e dos ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia. Nunes Marques votou contra a condenação. O ministro André Mendonça divergiu parcialmente votando contra a inelegibilidade.

Com a decisão, Castro fica inelegível até 2030. A condenação parte do pleito de 2022.

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