Ex-governador do Rio, Cláudio Castro se pronuncia após ser condenado à inelegibilidade
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu nesta terca o julgamento sobre a cassação e inelegibilidade

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, usou as redes sociais para se pronunciar sobre a condenação por inelegibilidade que recebeu do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (24). A votação terminou 5 a 2 a favor da condenação.
Castro usou sua conta oficial no X (antigo Twitter) para opinar sobre o julgamento e afirmar que vai recorrer da decisão até a última instância.
"Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população.
Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato de governador já no primeiro turno das eleições de 2022.
Reitero meu absoluto respeito aos Ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro.
Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso", escreveu.
Julgamento
Os ministros analisaram ações que apontam uso irregular da máquina pública durante a campanha de reeleição. O foco principal está em contratações em massa feitas por meio da Fundação Ceperj e da Uerj.
Segundo o processo, cerca de 27 mil funcionários temporários foram contratados, com gastos de mais de R$ 500 milhões, e parte deles teria atuado como cabos eleitorais.
Para a maioria dos ministros, houve uso eleitoral da estrutura do governo, sem critérios técnicos claros, o que configura abuso de poder.
A maioria foi formada com os votos da relatora Isabel Gallotti e dos ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia. Nunes Marques votou contra a condenação. O ministro André Mendonça divergiu parcialmente votando contra a inelegibilidade.
Com a decisão, Castro fica inelegível até 2030. A condenação parte do pleito de 2022.