Efeito Lula: renda do trabalho cresce 19,6% em quatro anos e ajuda a reduzir desigualdade, aponta FGV
O destaque ficou com os 10% mais pobres da população, que tiveram aumento de 10,7% nos ganhos

Uma pesquisa da FGV Social indica que a renda do trabalho no Brasil registrou crescimento expressivo entre 2022 e 2025. No período, o aumento foi de 19,6% em termos reais, resultado associado ao conjunto de políticas econômicas e sociais implementadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o levantamento, em 2024 a renda média do trabalho avançou 7,1%. O destaque ficou com os 10% mais pobres da população, que tiveram aumento de 10,7% nos ganhos. Entre os 10% mais ricos, a elevação foi de 6,7%, o que indica uma redução da desigualdade de renda.
Entre os fatores apontados para esse resultado está a manutenção e ampliação do programa Bolsa Família. A chamada Regra de Proteção permite que beneficiários continuem recebendo parte do auxílio mesmo após conseguirem emprego formal, o que reduz o risco de perda imediata da renda ao ingressar no mercado de trabalho.
Segundo o estudo, o programa social, aliado a iniciativas de incentivo à formalização, contribuiu para fortalecer o poder de consumo das famílias mais vulneráveis. A ampliação de postos formais também teve impacto direto na melhora da renda do trabalho.
O levantamento mostra ainda efeitos na mobilidade social. Entre 2022 e 2024, cerca de 17,4 milhões de brasileiros deixaram a condição de pobreza e passaram a integrar as classes A, B ou C, o maior contingente dessas faixas desde 1976.
Para os pesquisadores da FGV Social, o avanço da renda do trabalho, sobretudo entre os mais pobres, foi um dos principais motores desse movimento de ascensão social.
O estudo também destaca a diferença em relação ao período anterior. Entre 2018 e 2022, a renda do trabalho havia recuado 1,3%. Já nos anos seguintes, o crescimento foi impulsionado por políticas públicas voltadas à formalização do emprego e à ampliação da rede de proteção social.
As conclusões da FGV Social têm como base dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizados para analisar a evolução da renda e da desigualdade no país.