‘Educação e cultura têm que andar de mãos dadas’

Ex-secretário de Turismo e Cultura do atual governo municipal, Michel Portugal (PR), de 38 anos, volta pela quarta vez para tentar uma vaga no Legislativo de São Gonçalo. O advogado especializado em gestão pública acredita no poder de transformação da educação e da cultura. Para o pré-candidato, é necessário que o vereador esteja a disposição do povo para fazer a diferença na Câmara.
O SÃO GONÇALO - Como e por que decidiu se pré-candidatar a vereador?
MICHEL PORTUGAL - O que me motivou foi nunca perder a esperança e acreditar que a política é uma ferramenta transformadora. Se a política for utilizada por mãos certas, por pessoas de bem, com certeza teremos um caminho ideal a ser traçado. Somente assim, podemos realmente fazer o dever do político, que é respeitar o cidadão. Acredito que tenho uma vocação, que é de servir. E o próprio vereador tem que estar próximo da população.
OSG - O que seria prioridade, caso seja eleito?
MICHEL - Na verdade, hoje, como fiquei muito próximo da classe artística, tenho certeza que a educação e a cultura têm que andar de mãos dadas. Juntas, elas são ferramentas transformadoras para o cidadão. Através da educação e da cultura, podemos realmente mudar nosso quadro eleitoral da cidade. Uma política participativa, essa é a diferença.
OSG - Tem projetos em mente?
MICHEL - Meu sonho é fazer uma indicação legislativa para propor um abrigo para animais abandonados. Além disso, por ter passado um tempo na cultura, amadureci um desejo de criar uma escola específica para músicos, uma em cada distrito. Por ter vivenciado, até na própria escola de música Pixinguinha, deslumbrei que ali consegue realmente iniciar diversas pessoas que não tinham aptidão para isso antes. Vou lutar pelo turismo religioso também na cidade. Acredito que meu diferencial será ouvir a população. Costumo brincar que o vereador é o responsável por “ver a dor” do povo. É o ‘funcionário’ que deveria estar em todos os momentos e não apenas no período de eleição.
OSG - Há possibilidade de desistir da sua pré-candidatura? Por que?
MICHEL - Não, de maneira nenhuma. É um sonho que eu já venho vivenciando há 16 anos. Diversas motivações para desistir, existem. Toda hora tem uma pedra nova no caminho, mas eu vou até o fim. Na Câmara, falta comprometimento. Apenas uma minoria dos vereadores representa de verdade as necessidades do povo.