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"O que eu viso, hoje, é a inclusão de todas as pessoas"

relogio min de leitura | Redação 27 de junho de 2016 - 08:00
Imagem ilustrativa da imagem "O que eu viso, hoje, é a inclusão de todas as pessoas"

O Presidente da Associação Beneficente dos Deficientes Físicos de São Gonçalo (ABDF-SG), Wellington Oliveira Rodrigues, conhecido como Cadeirante, de 40 anos, é pré-candidato ao Legislativo da cidade pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB). Técnico de informática e paraplégico, Wellington pretende lutar pela inclusão.

O SÃO GONÇALO -Como e por que o senhor decidiu investir em uma pré-candidatura?

WELLINGTON OLIVEIRA RODRIGUES - O que me motiva, hoje, é o crescente movimento da pessoa com deficiência que, como qualquer outro movimento, ganha maior repercussão quando tem um representante. Somente assim, conseguiremos melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência. No meu entendimento, se nós olharmos para a pessoa que "mais precisa", entre aspas, vamos olhar para o todo. Se eu olho para a pessoa com deficiência e ao invés de fazer uma escada, eu fizer uma rampa, eu melhoro para quem? Só para o deficiente? Não, melhoro para todos. Por exemplo, uma gestante que está no sétimo período ou uma mulher que tenha uma gravidez de risco, poderá subir uma rampa sem fazer grande esforço. Uma pessoa que quebrou a perna, momentaneamente, terá dificuldade de locomoção, o que ela precisa? Ela vai usar a rampa. Somente assim, vamos ter uma visão panorâmica. O que me motivou é saber que levantando a bandeira da pessoa com deficiência, estarei lutando para todos.

OSG - O que seria prioridade, caso o senhor vencesse as eleições?

CADEIRANTE - Vou lutar por programas de inclusão, em geral, não somente voltado à pessoa com deficiência. Na história do nosso país e em qualquer outra história, sempre foi mais fácil excluir do que incluir. O que eu viso, hoje, é a inclusão de todas as pessoas, de toda classe que esteja desfavorável. Penso como uma norma jurídica. Por que nasceu a lei Maria da Penha se a constituição diz que todo mundo é igual? Na verdade, nasceu para atender um gênero para trazer a igualdade. É uma norma particular, mas que tem a intenção de trazer igualdade. Assim acontece com as leis para pessoas com deficiência. Quando tem uma vaga para pessoa com deficiência, não é para rotular de "pobre coitado". Na verdade, é para que a pessoa tenha um acesso melhor, assim como todos têm. A base da minha campanha é buscar a inclusão.

OSG - Tem algum programa de governo em mente?

CADEIRANTE - Vou estruturar meu plano no Legislativo em três pilares. Serão três projetos voltados para inclusão, fáceis de colocar em prática. Vamos dar mais atenção aos deficientes, às pessoas que tiveram grande parte da vida entregue aos vícios. Vamos trabalhar para que essas pessoas, que foram desacreditadas pela sociedade possam reencontrar a credibilidade para que ele possa acreditar em si novamente. Pretendo elaborar projetos de lei para que o Executivo esteja constantemente nas áreas carentes. Equipe multidisciplinar a Prefeitura já tem, ou seja, o município não terá ônus. Vamos apenas fazer uma encubadora para estudar a prática dos projetos.

OSG - Há possibilidade de não seguir em frente com a candidatura? Por quê?

CADEIRANTE - Não, não vou desistir. Estamos nessa luta há bastante tempo. Lutamos de uma forma simples, nunca tivemos ajuda para manter a campanha. Estamos avançando de forma gradativa. Meu diferencial é ver o que realmente a população gonçalense precisa. Escutar todas a ideias e avaliar se esses projetos vão agregar valor à cidade. Se a ideia for boa, vou dar atenção a ela. Quero garantir inclusão e atingir a área social.

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