Oficina debate estratégias
Representantes das cidades do Leste Fluminense compartilham ideias para o desenvolvimento

Como deve ser o Leste Fluminense em 2040? O que não pode faltar? Como tornar essa visão realidade? Essas foram as perguntas debatidas pelo grupo de cerca de 70 moradores do Leste Fluminense que se reuniram, ontem, em mais uma oficina do Modelar a Metrópole, no Centro de Integração do Comperj, em Estrela do Norte, São Gonçalo.
Além da cidade-sede, representantes dos municípios de Maricá, Tanguá, Rio Bonito e Itaboraí estiveram presentes no encontro do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. “Tenho certeza de que estamos no caminho correto. O caminho é o diálogo. Temos 21 municípios com problemas semelhantes. Precisamos encontrar, juntos, as soluções. É um desafio, mas é um legado que será deixado para o Rio de Janeiro”, disse o Secretário de Fazenda de Rio Bonito, Marcelo Fonseca Soares, ao participar da mesa de abertura do evento. Diretor adjunto da Câmara, Paulo Cesar Costa, destacou a inovação representada pela adoção de um planejamento integrado metropolitano, como prevê o Estatuto da Metrópole, sancionado em 2013. “Não temos o hábito de trabalhar de forma compartilhada. Estado e municípios costumam trabalhar isoladamente. Estamos tentando visualizar o futuro. É sonhar mesmo. Se nós fizermos de forma compartilhada, muitas coisas passam a ser possíveis”, disse. Os presentes foram divididos em grupos de trabalho para elaborar e compartilhar diagnósticos e propostas. A consolidação da obra do Comperj, investimentos na formação de mão de obra, melhoria da mobilidade entre as cidades foram algumas ideias citadas para incentivar o desenvolvimento econômico. Também foi sugerida a formação de consórcio entre os municípios para a implantação de sistemas de saneamento. As ideias serão incorporadas ao documento de Diagnóstico e Visão de Futuro para a Região Metropolitana, que será divulgado em setembro.