Máfia do SUS em SG: PF vê ligação entre grupos

Na coletiva da prisão do vereador Amarildo Aguiar, delegado falou sobre continuidade das investigações -
Dos 30 réus citados no processo 0011234-06.2016.8.19.0004, gerado após investigações e denúncias do Ministério Público Estadual (MPE), que determinou o bloqueio de bens dos acusados até o limite de R$ 35 milhões, pelo menos 11 deles aparecem nas escutas telefônicas da Polícia Federal (PF) que levaram à prisão e condenação do vereador Amarildo Aguiar a 23 anos e 2 meses de reclusão.
Em despacho da última segunda-feira, o juiz Euclides de Lima Miranda, da 3ª Vara Cível de São Gonçalo, remeteu para o Ministério Público (MP), com prazo de 15 dias para devolução, os autos do processo em que são denunciados 30 acusados de desviar verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Gonçalo. De acordo com as investigações, entre 2005 e 2010 foram desviados cerca de R$ 35 milhões através de fraudes em convênios da Prefeitura de São Gonçalo com clínicas e laboratórios da cidade, através de guias médicas falsas.
De acordo com um policial ouvido pela reportagem de O SÃO GONÇALO, isso reforça a hipótese de que o grupo faria parte de uma mesma quadrilha, que loteou entre si a divisão de clínicas para efetuar as fraudes contra o SUS na cidade.
De acordo com esse policial, um dos envolvidos, que aceitou testemunhar através da delação premiada aparece no inquérito do MPF e do MPE. “Ele é a chave para se desvendar a ligação entre os dois grupos criminosos”, afirmou o policial.
Na época da prisão de Amarildo Aguiar, o delegado Roberto Maia, da Polícia Federal de Niterói, admitiu que as investigações deveriam seguir para identificar os outros envolvidos. “Este inquérito foi concluído e redundou numa denúncia e aceitação em processo. Contudo, não significa dizer que as investigações foram encerradas. Há muitas informações que o inquérito produziu que foram apartadas do objeto da investigação. Essas informações secundárias e terciárias servem de subsídios para novas apurações”, afirmou.