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Estado ‘negocia’ a crise

Secretários querem cortes de pessoal comissionado e de secretarias pela metade

relogio min de leitura | Redação 13 de maio de 2016 - 21:46
Reunião entre secretários, que também discutiu o orçamento para 2017, aconteceu na Alerj
Reunião entre secretários, que também discutiu o orçamento para 2017, aconteceu na Alerj -

Corte de pessoal, venda de patrimônios públicos e diminuição do número de secretarias pela metade. Essas foram algumas das medidas propostas pelos deputados que compõem a Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aos secretários de Fazenda, Júlio Bueno, e de Planejamento e Gestão, Francisco Caldas, para aumentar a receita líquida do Estado em 2017, prevista em R$ 53 bilhões. As ideias foram apresentadas em audiência pública.

A apresentação das medidas aconteceu após a proposta do projeto de lei 1655/16, que estabelece as diretrizes, metas e prioridades para o exercício financeiro de 2017 ser apresentada. Júlio Bueno adiantou que a situação financeira para o próximo ano continuará delicada. “O déficit do Rio de Janeiro atualmente está na ordem de R$ 20 bilhões e esse cenário não terá grandes mudanças. Planejar déficit é uma coisa muito ruim”, desabafou Bueno. Para sair da crise, o secretário de Fazenda propôs a federalização da previdência social. Neste ano, o programa custou R$ 12 bilhões aos cofres do Estado, a previsão é que em 2017 esse valor aumente para R$ 15 bilhões. “A previdência está desequilibrada e é preciso que o Governo Federal ajude. O estado sempre contou com a arrecadação dos royalties do petróleo, mas não podemos mais contar com isso”, afirmou.

Cortes – Além da questão previdencial, os deputados sugeriram corte de funcionários no quadro dos três poderes. Segundo Francisco Caldas, de 2009 a 2015, o Rio de Janeiro foi o estado que mais contratou pessoal no país.

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