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Impeachment: votação segue para o plenário

relogio min de leitura | Redação 07 de maio de 2016 - 20:29

O próximo passo do processo do pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff é a votação do relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) em plenário. Segundo o presidente da comissão especial que aprovou a admissibilidade do impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB), a votação pode levar dois dias. Com isso, a expectativa é que a conclusão dessa etapa só ocorra na próxima quinta-feira. A demora deve-se ao fato de que, na próxima votação, cada um dos 81 senadores terá 15 minutos para se manifestar, o que pode resultar em, pelo menos, 20 horas de debates.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que vai presidir a sessão no plenário, ainda não decidiu se a defesa de Dilma terá mais uma oportunidade de se manifestar antes da votação, que pode afastar a presidente do cargo por 180 dias. O relatório de Anastasia foi aprovado por 15 votos favoráveis e cinco contrários na última sexta-feira. O placar na comissão especial já era esperado por governistas e oposicionistas. O líder do governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), reafirmou que a base aliada vai se dedicar à estratégia de ampliar o apoio no plenário. Costa, por mais de uma vez, criticou a composição do colegiado e disse que os nomes foram escolhidos a dedo. “Acredito que vamos conseguir um bom resultado na votação do plenário”, afirmou. Fátima Bezerra (PT-RN) reforçou as críticas. “O processo está contaminado”, avaliou. Do outro lado, a oposição comemorou o placar, e senadores do DEM e PSDB, entre eles, Ronaldo Caiado (DEM-GO), voltaram a tecer críticas ao que chamaram de “maquiagem de contas” e “contabilidade criativa” por parte do governo e declararam estar ainda mais otimistas com o resultado no plenário da Casa. Antonio Anastasia disse que os impasses são naturais.

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