Inspetores escolares fazem reivindicações
Os professores inspetores escolares do estado do Rio pediram que a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) respeite as atribuições dos profissionais da área. Atualmente, eles são obrigados a realizar atividades que não são de sua competência, como a vistoria de focos de doenças em escolas e a emissão de laudo técnico sobre as condições físicas dos prédios escolares. Em greve desde março, os profissionais se reuniram com os integrantes da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ontem. “A Secretaria de Educação extinguiu o serviço dos setores de infraestrutura e transferiu a responsabilidade para os professores inspetores escolares. Eles não têm formação e nem capacidade técnica para assumirem funções ligadas à qualidade das obras e de saúde pública. A função da inspeção escolar é acompanhar, em instituições privadas e públicas, o cumprimento da legislação educacional”, afirmou o presidente da Comissão, Comte Bittencourt (PPS). Esses professores são subordinados à Diretoria de Inspeção Escolar, Certificação e Acervo (Dica) da Seeduc. De acordo com o subsecretário de Infraestrutura da Seeduc, Paulo Abreu, a pasta vai dialogar e tentar atender às reivindicações. “Já marcamos reunião com os integrantes da classe. Vamos conversar para entrarmos em um consenso. Todos temos o mesmo objetivo, que é a melhoria do ensino fluminense”.