Comissão da Lei de Responsabilidade
Educacional realiza reunião amanhã

Membros da comissão especial que analisa o projeto da Lei de Responsabilidade Educacional (PL7420/06) da Câmara reúnem-se, amanhã, para discutir o relatório elaborado pelo deputado Bacelar (PTN-BA). A votação estava prevista para semana passada, mas foi adiada a pedido dos deputados. Agora, eles realizam reunião interna de trabalho para estudar o parecer do relator.
A proposta responsabiliza, com penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92), o gestor público que permitir, injustificadamente, o retrocesso da qualidade da educação básica nos estados, municípios e Distrito Federal.
A chamada Lei de Responsabilidade Educacional reúne 20 propostas (o projeto principal 7420/06, de autoria da ex-deputada Professora Raquel Teixeira, e outras 19 propostas sobre o mesmo assunto que tramitam apensadas).
A aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional é uma das exigências do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, e já deveria estar em vigor. Se for aprovada na comissão especial, a proposta seguirá para análise pelo Plenário da Câmara. Depois, deverá ser votada pelo Senado.
Índices – Segundo o relatório de Bacelar, a piora dos índices de qualidade da educação caracteriza ato de improbidade administrativa do chefe do Poder Executivo (prefeitos e governadores).
Nesse caso, aplicam-se as penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o Poder Público.