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Cunha entrega parecer da Câmara ao Senado e PT articula ofensiva

relogio min de leitura | Redação 18 de abril de 2016 - 21:16
Humberto Costa disse que o Senado não é passional e que parlamentares votarão com a razão
Humberto Costa disse que o Senado não é passional e que parlamentares votarão com a razão -

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o parecer da Câmara sobre a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aprovado na noite de domingo, pelos deputados. A partir de agora, cabe a Renan Calheiros ler a comunicação no plenário do Senado e determinar a instalação, em até 48 horas, da comissão especial que vai dar novo parecer sobre a admissibilidade do processo.

A comissão terá prazo de 10 dias para concluir o trabalho e levar o relatório ao plenário. A leitura da comunicação está prevista para hoje. Se a admissibilidade do impeachment for aprovada pelos senadores, a presidente será afastada por até 180 dias, enquanto o Senado analisa o processo e define se Dilma terá o mandato cassado. Se o processo chegar ao final, caberá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, conduzir a sessão de votação do impedimento da presidente. Ontem, a movimentação de governistas no Senado começou cedo.

O PT reuniu a bancada e senadores de outros partidos aliados para avaliar a votação, o cenário político e os próximos passos para tentar reverter no Senado a decisão da Câmara. Uma das reações mais fortes dos aliados de Dilma foi a declaração dada, no domingo, pelo presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR), que defendeu que a presidência da comissão especial tenha Antonio Anastasia (PSDB-MG) na presidência e a senadora Ana Amélia (PP-RS) na relatoria. “Acho que Jucá já está se sentindo ministro ou futuro presidente do Senado e quer atropelar o processo”, criticou o líder do governo, senador Humberto Costa (PE).

Como segunda maior bancada no Senado, o PT diz que não abre mão da prerrogativa de indicar a presidência ou relatoria da comissão. A avaliação é que o nome não deve ser do próprio partido para que questionamentos não sejam feitos. Outra estratégia é buscar votos de senadores. “Aqui, o cenário é diferente da Câmara. O Senado é uma casa com menos parlamentares. Aquela passionalidade que existe na Câmara, aqui não existe. As discussões são mais racionais, acredito que podemos ter um resultado diferente”, acrescentou.

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