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Lenda do Saci Pererê

relogio min de leitura | Redação 14 de abril de 2016 - 23:58
O Brasil é um país de dimensões continentais. Nossa grandeza 
em extensão territorial possibilita a formação de várias 
tendências culturais do povo, nas diversas regiões do país. O 
sotaque popular em cada região, a forma de vida, as crenças, 
os hábitos e costumes, nos credenciam com uma diversidade 
cultural enorme. As lendas das regiões brasileiras são 
fantásticas. Lendas são narrativas transmitidas pelas pessoas, 
com o intuito de explicar acontecimentos misteriosos ou 
sobrenaturais, misturando fatos reais com imaginários ou 
fantasiosos, que com o tempo modificam-se através do chamado 
imaginário popular. A lenda do saci é uma delas. Trata-se de 
um personagem brasileiro do folclore das regiões sudeste e sul 
do país, difundido também pela região norte do país. O saci 
assemelha-se a um menino travesso, de cor negra, que possui 
apenas uma perna, usa  uma carapuça ou gorro vermelho na 
cabeça e fica o tempo todo fumando cachimbo. Gosta de fazer 
traquinagens e assustar as pessoas, tendo por hábito correr 
atrás dos animais para afugentá-los. Adora montar em cavalos e 
dar nó em suas crinas.  Pode também aparecer e desaparecer 
misteriosamente, sendo muito irrequieto e não para um instante 
sequer, pulando de um lugar para outro e toda vez que apronta 
as suas travessuras, emite gargalhadas e risadas alegres e 
agudas. Muitas das vezes, fica a assobiar, principalmente 
quando não existem as noites de luar. Conta a lenda, que ele 
pode aparecer de um redemoinho, sendo necessário atirar uma 
faca no redemoinho para que vá embora. Meu amigo, “Ademir 
Jesus”, personagem também folclórico da cidade de Maricá, 
conta a quem quiser ouvir, que em uma caçada a noite, na 
localidade de Espraiado, viu seus cachorros levarem uma 
“surra” de um saci. Diz ele: “Você não via nada, só os 
cachorros gritando, latindo e se rolando no mato, em total 
desespero. Era saci!” As lendas de um país, inserem-se no que 
denominamos meio ambiente cultural. Muitas lendas permanecem 
no tempo, passando de geração a geração, sendo transmitidas e 
contadas pelo povo, enriquecendo a cultura e a história do 
país. “A HISTÓRIA É A VERDADE QUE SE FORMA, A LENDA É A 
FALSIDADE QUE SE ENCARNA.” (JEAN COCTEAU) – Preserve o meio 
ambiente –
ROGÉRIO TRAVASSOS – Advogado, especialista em Direito Privado 
e Direito Ambiental. Professor Universitário com dedicação 
exclusiva a Universidade Salgado de Oliveira. Sócio e Advogado 
da Empresa de Consultoria AMBIENTE E TAL, morador da cidade de 
Maricá, em colaboração com as alunas, MONIQUE PORTELLA (10º 
período), JUCIANAN REIS ROCHA (4º período), MARIA LÚCIA 
CARDOSO TRAVASSOS (7º período) estudantes do Curso de Direito, 
da Universidade Salgado de Oliveira, PROJETO DE PESQUISA - 
PESQUISANDO E FALANDO DE MEIO AMBIENTE.

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