Robson Giorno quer qualificar a população

Morador de Maricá há cerca de 13 anos, Robson Giorno (PSL) promete investir em uma chapa única para a disputa do Executivo da cidade. Em 2012, desistiu de concorrer ao Legislativo do município porque o cargo de vereador não era seu foco. Bacharel em Direito, Giorno pretende trazer mais emprego para Maricá, com a aproximação de grandes empresas, além de revitalizar projetos populares, como dar nova função para o Cartão Mumbuca. Biometria de chegada e saída em todas as repartições públicas será obrigatória, caso vença nas urnas.
O SÃO GONÇALO - Como e por que o senhor decidiu investir em uma pré-candidatura?
ROBSON GIORNO - Maricá é uma cidade muito carente, onde emprego é, praticamente, só em duas empresas: Prefeitura e a Viação Nossa Senhora do Amparo. A saúde é precária, temos um hospital que não serve para quase nada. Venho com a proposta de, no mínimo, trazer grandes empresas para a cidade. Em 2012, fui ajudar um candidato e vi que faltam pessoas qualificadas para exercer o cargo de prefeito. Por isso, me preparei para mostrar à população, não um candidato, mas uma proposta de governo.
OSG - Qual projeto de governo tem em mente? O que seria prioridade caso o senhor vencesse as eleições?
Giorno - Vamos tentar fazer um porto que, apesar de muitos serem contrários a ideia, é de suma importância que tenhamos um polo ecológico, que não trará nenhum dano à natureza, que é Jaconé. Assim, teremos uma grandeza enorme em geração de emprego na cidade. Mas, antes disso, vamos capacitar a população para essas empresas virem. Na parte de emprego, pretendo colocar a “Cota do Amanhã”, no qual é obrigatório que 50% dos nomeados à Prefeitura, em qualquer cargo, tenha ensino superior. Na saúde, vamos implantar a Parceria Pública Privada (PPP). Em Maricá, já temos o Cartão Mumbuca, que serve como um “bolsa-família municipal”. Pretendo transformar esse projeto em um plano de saúde, mas que vai abranger toda a população, os 138 mil habitantes. Esse benefício, que vamos trocar para “Profissa do Amanhã”, será somente para pessoas desempregadas. Mesmo assim, os beneficiados precisarão fazer um curso profissionalizante. Será um projeto transitório, até a pessoa conseguir um emprego. Assim não formaremos uma população presa a um benefício, que muitas vezes acovarda as pessoas a buscarem uma qualificação melhor.
OSG - Há pretensão de estabelecer coligações com outras legendas? Existe a possibilidade de que a sua pré-candidatura se converta em apoio a uma outra candidatura?
Giorno - Para ser bem sincero, hoje muitos políticos têm aliança com 15 partidos diferentes. No entanto, essa coligação só é boa com um, dois. Quando o número é muito grande, você acaba dividindo a cidade, deixando de trazer progresso. Não sou contra aliança, mas pretendo ser chapa única, sem coligação. De forma alguma, vamos converter essa pré-candidatura.