Marcelo Saraiva quer sociedade participativa

Professor de história da rede estadual de educação, Marcelo Saraiva (PT) é um dos pré-candidatos na disputa pela Prefeitura de São Gonçalo. Com histórico político voltado ao socialismo desde 1990, quando filou-se ao Partido dos Trabalhadores, o educador pretende tornar como instrumento de governo, o orçamento participativo, em que a voz da sociedade seja decisiva no planejamento de gestão. Durante a carreira, Marcelo já foi assessor parlamentar do PT e sub-secretário de educação no primeiro mandato do prefeito Washington Quaquá, em Maricá. Inclusive, o gonçalense pretende trazer para São Gonçalo alguns dos feitos no litoral, como os avanços na educação e no transporte, com a implantação da tarifa zero.
O SÃO GONÇALO - Como e por que o senhor decidiu investir em uma pré-candidatura?
MARCELO SARAIVA - Está chegando a hora do Partido dos Trabalhadores (PT), que já tem um legado de 13 anos desde o Governo Lula de inclusão social e de defesa da participação popular, ter a possibilidade de administração em São Gonçalo. Nosso foco principal será no orçamento participativo, no qual a população será chamada para discutir e decidir sobre os investimentos nos bairros e na cidade. Essa ajuda dos cidadãos na administração será fundamental para indicar para onde serão destinados os investimentos.
OSG - Qual projeto de governo tem em mente? O que seria prioridade caso o senhor vencesse as eleições?
Marcelo - Nosso projeto de governo é tornar mais participativa a sociedade. É dar oportunidade para a comunidade decidir quais serão as prioridades de investimento em cada bairro. O orçamento participativo será o instrumento de aproximação dos cidadãos com as decisões governamentais. Na educação, por exemplo, queremos que as gestões das escolas sejam democráticas, com uma eleição direta para diretor. Essa democratização é importante para fazer com que haja uma integração maior na hora de tomar uma decisão. Nessa eleição direta, a comunidade, os alunos e os professores terão direito de escolher um dirigente para a escola em questão.
OSG - Há pretensão de estabelecer coligações com outras legendas? Existe a possibilidade de que a sua pré-candidatura se converta em apoio a uma outra candidatura?
Marcelo - Nós entendemos que é necessário construir uma frente de esquerda em São Gonçalo, em que tenha o socialismo como estratégia. Para compor junto ao PT, hoje, temos o PDT e PCdoB. Com isso, a gente pretende hegemonizar essa frente. Minha pré-candidatura pode se converter sim, pois temos que buscar uma frente popular democrática de esquerda.