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Deputado admite ter financiado manifestações golpistas e pede ao STF para não ir preso

Em sessão, parlamentar confessou ter enviado dinheiro para bancar acampamentos antidemocráticos

relogio min de leitura | Redação 11 de junho de 2023 - 17:10
Parlamentar se manifestou depois que PF disse que iria enviar pedido de prisão
Parlamentar se manifestou depois que PF disse que iria enviar pedido de prisão -

Um deputado estadual de Goiás admitiu ter financiado acampamentos montados em frente aos quartéis do Exército em manifestação antidemocrática, após a vitória do presidente Lula (PT). Pouco depois de confessar o envolvimento, Amauri Ribeiro (União Brasil) enviou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele não seja preso caso a corte receba um eventual pedido por sua prisão.

Em uma sessão da Assembleia Legislativa de Goiás realizada na última terça-feira (03/06), Amauri acabou confessando a participação enquanto comentava a situação de um policial militar do estado preso por envolvimento nos atos golpistas dos dia 8 de janeiro, em Brasília.

"Eu também deveria estar preso. (...) Eu ajudei a bancar quem estava lá. Pode me prender, eu sou um bandido, eu sou um terrorista, eu sou um canalha, na visão de vocês. Eu ajudei, levei comida, levei água e dei dinheiro. Eu acampei lá e também fiquei na porta porque sou patriota", declarou Amauri.

Após as afirmações, o jornal "O Globo" publicou que a Polícia Federal pretendia pedir no STF pela prisão do deputado por conta do envolvimento. Em resposta, o parlamentar decidiu enviar um documento diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação dos atos golpistas, pedindo para que não seja preso caso venha a ser, de fato, alvo de denúncias no Tribunal.

No texto, o deputado, através de sua equipe de defesa, diz que sua declaração "foi completamente tirada de contexto" e que seu suporte aos acampamentos teria tido motivações humanitárias. Ele enfatiza ainda que considera os manifestantes envolvidos no 8 de janeiro "vândalos, bandidos e delinquentes".

O STF ainda não se pronunciou sobre o documento. Em posicionamento, o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, disse que a situação do deputado de seu partido será analisada e submetida à Executiva nacional da sigla.

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