Deputado admite ter financiado manifestações golpistas e pede ao STF para não ir preso
Em sessão, parlamentar confessou ter enviado dinheiro para bancar acampamentos antidemocráticos

Um deputado estadual de Goiás admitiu ter financiado acampamentos montados em frente aos quartéis do Exército em manifestação antidemocrática, após a vitória do presidente Lula (PT). Pouco depois de confessar o envolvimento, Amauri Ribeiro (União Brasil) enviou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele não seja preso caso a corte receba um eventual pedido por sua prisão.
Em uma sessão da Assembleia Legislativa de Goiás realizada na última terça-feira (03/06), Amauri acabou confessando a participação enquanto comentava a situação de um policial militar do estado preso por envolvimento nos atos golpistas dos dia 8 de janeiro, em Brasília.
"Eu também deveria estar preso. (...) Eu ajudei a bancar quem estava lá. Pode me prender, eu sou um bandido, eu sou um terrorista, eu sou um canalha, na visão de vocês. Eu ajudei, levei comida, levei água e dei dinheiro. Eu acampei lá e também fiquei na porta porque sou patriota", declarou Amauri.
Após as afirmações, o jornal "O Globo" publicou que a Polícia Federal pretendia pedir no STF pela prisão do deputado por conta do envolvimento. Em resposta, o parlamentar decidiu enviar um documento diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação dos atos golpistas, pedindo para que não seja preso caso venha a ser, de fato, alvo de denúncias no Tribunal.
No texto, o deputado, através de sua equipe de defesa, diz que sua declaração "foi completamente tirada de contexto" e que seu suporte aos acampamentos teria tido motivações humanitárias. Ele enfatiza ainda que considera os manifestantes envolvidos no 8 de janeiro "vândalos, bandidos e delinquentes".
O STF ainda não se pronunciou sobre o documento. Em posicionamento, o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, disse que a situação do deputado de seu partido será analisada e submetida à Executiva nacional da sigla.