Exército instaura inquérito para apurar compra de armas por Roberto Jefferson
De acordo com o Ministério Público, ele conseguiu manter seu registro como atirador desde 2005, transferindo-o de uma região militar (do Rio de Janeiro para Brasília)

O comando da 11ª Região Militar do Exército, com sede em Brasília, anunciou a abertura de um Inquérito Policial Militar para apurar como o ex-deputado federal Roberto Jefferson adquiriu armas e munições, mesmo sendo condenado no escândalo do Mensalão e réu em diversos processos criminais.
De acordo com uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), o ex-parlamentar, que enfrenta múltiplas acusações, conseguiu manter seu registro como atirador desde 2005, transferindo-o de uma região militar (do Rio de Janeiro para Brasília) e, mesmo estando em prisão domiciliar, conseguiu comprar armamentos e munições, o que é considerado ilegal conforme o Estatuto do Desarmamento. O Ministério Público Militar (MPM) instaurou o inquérito com base em uma representação protocolada pela ouvidoria do órgão, relatando os eventos ocorridos em outubro do ano passado, quando Jefferson atirou e lançou granadas contra policiais federais que estavam cumprindo um mandado de prisão contra ele. Para o MPM, existem indícios de omissão e negligência por parte do Exército no que se refere à compra de armas por Jefferson.
"Com base nas investigações preliminares, há indicações de omissões, negligências ou falhas que contribuíram para o desfecho da tentativa de homicídio de agentes públicos no exercício de seu dever legal, e essas questões precisam ser esclarecidas em um Inquérito Policial Militar", explicou o MPM.
Além disso, o inquérito, solicitado pela 2ª Procuradoria de Justiça Militar, também está investigando a não revogação do registro de Roberto Jefferson como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). O MPM requisitou que o responsável pela condução do inquérito não seja um oficial que tenha servido no Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC) da 11ª Região Militar do Exército entre janeiro de 2021 e maio deste ano.