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Presidente do BC defende combate a inflação e diálogo sobre juros com Lula

O relato foi divulgado nesta quinta-feira (25)

relogio min de leitura | Redação 25 de maio de 2023 - 21:30
O relato foi divulgado nesta quinta-feira (25)
O relato foi divulgado nesta quinta-feira (25) -

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, destacou em uma entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (25) a importância do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ter o direito de discutir os juros. Ele ressaltou que, em qualquer lugar do mundo, existe pressão para redução das taxas de juros. No entanto, Campos Neto reafirmou o compromisso do Banco Central em cumprir sua missão principal, que é manter a inflação dentro da meta estabelecida.

Durante a entrevista, Campos Neto enfatizou o caráter técnico da atuação do Banco Central e destacou que a instituição trabalha para combater a inflação com o mínimo impacto possível no crescimento econômico. Ele ressaltou a importância de agir rapidamente e com eficiência para alcançar esse objetivo. Além disso, o presidente do BC observou que a inflação no Brasil está em queda, embora em níveis mais elevados do que em países vizinhos.

Campos Neto reconheceu a ansiedade gerada pela alta dos juros e seu impacto na desaceleração do crédito, mas ressaltou que essa preocupação é natural no processo. Ele enfatizou que seu papel é explicar as medidas adotadas e reiterou que a missão do Banco Central é colocar a inflação na meta estabelecida.

O presidente do BC destacou que a sociedade compreende a importância de uma inflação dentro da meta como fator determinante para a estabilidade dos investimentos e a geração de empregos a longo prazo. Ele também enfatizou que a inflação elevada representa um imposto cruel para as camadas mais baixas da população.

Campos Neto ressaltou que a meta de inflação é determinada pelo governo e que, caso seja fixada em 3%, o objetivo será buscar uma inflação de 3%, buscando minimizar o impacto na economia. Ele lembrou que o processo de elevação dos juros foi realizado em um ano eleitoral, visando estabelecer uma situação mais estável para a transição de mandatos. Para o presidente do Banco Central, essa abordagem demonstra a natureza técnica e independente da equipe, que age de forma técnica independentemente das eleições.

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