Lula enfrenta pressão global por neutralidade na Ucrânia
O presidente tirará uma foto com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante a cúpula do G-7

Sob pressão da comunidade internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende a neutralidade na guerra na Ucrânia, participará de uma foto com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky durante a cúpula do G-7.
A "foto de família", programada com ambos os líderes lado a lado, está marcada para este sábado, último dia da cúpula, em frente ao Memorial da Paz, que lembra o bombardeio de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial. Lula e Zelensky, que critica a posição do Brasil, se encontrarão frente a frente pela primeira vez. Na sexta-feira, dia 19, o New York Times publicou uma análise sobre a pressão dos líderes internacionais sobre Lula, referindo-se a ela como um "possível encurralamento" do presidente brasileiro. No entanto, ele não está sozinho enfrentando pressões dos americanos e europeus.
"Líderes da Índia, Brasil e outras nações que têm relutado em apoiar a Ucrânia também estão presentes na reunião como observadores. A presença de Zelensky pode tornar mais difícil para eles manterem sua posição", disseram várias autoridades em Hiroshima, citadas pelo New York Times.
O G-7 está unido em seu apoio à Ucrânia, e a neutralidade do Brasil está causando desconforto. Na semana passada, o assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, visitou Kiev depois que o presidente brasileiro recebeu o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em Brasília.
A presença do presidente Lula na cúpula do G-7 tem atraído atenção e especulações significativas da comunidade internacional. À medida que os olhos do mundo se voltam para Hiroshima, onde os líderes se reúnem para discutir questões globais urgentes, o foco está na posição de Lula em relação ao conflito na Ucrânia. A posição de neutralidade do presidente brasileiro, embora defendida por ele e seus assessores, tem recebido críticas e gerado preocupações entre os membros do G-7, que apoiam veementemente a integridade territorial da Ucrânia e condenam a agressão russa.