Alerj discute aumento de ataques a religiões de matriz africana no Rio
De acordo com a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro), o Rio de Janeiro é o segundo estado com o maior número de casos

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou uma audiência pública nesta terça-feira (25) para discutir dados alarmantes relacionados aos ataques de discriminação religiosa registrados no Rio de Janeiro em 2021. A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) elaborou um relatório apontando que 91% dos ataques foram direcionados a religiões de matriz africana.
A deputada Dani Balbi (PSol) informou que, de 2021 para 2022, o número de denúncias de discriminação cresceu cerca de 106% em todo o Brasil. De acordo com a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro), o Rio de Janeiro é o segundo estado com o maior número de casos.
A audiência foi realizada pela Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional, da Alerj. Lá, estavam presentes representantes da sociedade civil, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Polícia Civil.
Segundo o Observatório de Liberdade Religiosa (OLR), foram registradas 47 denúncias de discriminação religiosa em 2021, sendo 43 delas contra religiões de matrizes africanas. Entre os crimes mais relatados no relatório estão injúria contra pessoas e comunidades, além de vandalismo em templos.
Para combater essas estatísticas alarmantes, a deputada Dani Balbi (PSol) protocolou um projeto de lei nesta terça-feira (25) que cria o Centro de Referência e Cidadania dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas. Ela destacou a importância de fortalecer as redes das Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradis) para oferecer acolhimento e proteção às vítimas.