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Lula: ‘ação serviu para o PT levantar a cabeça’

relogio min de leitura | Redação 04 de março de 2016 - 22:32
Após o depoimento, o ex-presidente disse, na sede do PT, em São Paulo, que se sentiu ‘ultrajado’
Após o depoimento, o ex-presidente disse, na sede do PT, em São Paulo, que se sentiu ‘ultrajado’ -

Após depor à Polícia Federal (PF), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento no diretório nacional do PT, em São Paulo, em que criticou a Justiça e a imprensa. Lula prestou depoimento à PF em cumprimento a um mandado de condução coercitiva. A PF deflagrou a 24ª fase da Operação Lava Jato, ontem. No pronunciamento, o ex-presidente disse que se sentiu “ultrajado” com a ação policial e que o episódio servirá para o PT “levantar a cabeça”.

Lula voltou a negar que seja dono do apartamento tríplex, no Guarujá, no litoral de São Paulo, que está sendo investigado pelo Ministério Público e a Polícia Federal. “Se eu não comprei e não paguei, não é meu. Um apartamento que não é meu e dizem que é meu. Espero que quando tudo acabar alguém me dê a chácara e o apartamento. Quando eu pagar e estiver no meu nome, posso dizer que é meu e terei orgulho de dizer”, completou.

O ex-presidente também criticou a preocupação dos investigadores com o barco de R$ 4 mil, que pertence a ex-primeira-dama Marisa Letícia, e com os pedalinhos de seus netos, que ficam em um sítio em Atibaia, no interior paulista, frequentado por Lula e sua família. “Eu uso a chácara dos amigos porque os inimigos não me oferecem”.

A 24ª fase da Operação Lava Jato apura pagamento de empreiteiras por palestras de Lula e repasse dessas construtoras para o Instituto Lula. O ex-presidente disse ainda ter se sentido “ultrajado” e “magoado” com a ação da PF. Ele acrescentou que o episódio serviu para “levantar a cabeça” do PT, que “há muito tempo está de cabeça baixa”.

Lula fez críticas à atuação do Ministério Público Federal e do juiz federal Sérgio Moro, que autorizou a operação da PF. O ex-presidente chamou de “show pirotécnico” a atuação da Justiça no caso.

No final, Lula afirmou que “quiseram matar a jararaca, mas não bateram na cabeça, deram uma pancada no rabo. Ela está viva e vamos para as ruas”, incentivou a militância.

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