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Troca de ministro da Justiça

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 29 de fevereiro de 2016 - 22:14
Cardozo já vinha manifestando vontade de deixar o ministério, alegando ‘ fadiga de material’
Cardozo já vinha manifestando vontade de deixar o ministério, alegando ‘ fadiga de material’ -

A presidente Dilma Rousseff decidiu aceitar o pedido de demissão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele será substituído pelo ex-procurador-geral da Justiça da Bahia Wellington César Lima e Silva. Cardozo não deixará o governo, já que assumirá a Advocacia-Geral da União (AGU). As mudanças foram confirmadas ontem, em nota oficial divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Há algumas semanas, o atual advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, vinha manifestando a intenção de deixar o governo para dar andamento a projetos pessoais.

O governo anunciou também que Luiz Navarro de Brito será o novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União. Navarro já foi secretário-executivo da CGU.

Após a saída de Valdir Simão do órgão para chefiar o Ministério do Planejamento, quem ocupava interinamente o cargo era Carlos Higino, que antes estava na secretaria executiva da pasta. De acordo com o comunicado oficial, a presidente Dilma “agradece os valiosos serviços prestados ao longo de todos estes anos, com inestimável competência e brilho, por Luís Inácio Adams, e deseja pleno êxito à sua atividade profissional futura”.

A nota informa também que a presidente agradece a “dedicação” de Carlos Higino.

Desejo antigo - Esta não é a primeira vez que o ministro da Justiça manifesta a intenção de deixar o governo, alegando “fadiga de material”. Mas a decisão final sobre a sua saída foi tomada na manhã de ontem, em reunião de Dilma e Cardozo com os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini. Com a intenção de manter Cardozo no governo, a presidente convidou-o para a Advocacia-Geral da União. Segundo um interlocutor do Palácio do Planalto, a solução foi uma boa saída, pois era necessário manter alguém já familiarizado às principais dificuldades que o governo enfrenta no momento em relação às defesas de Dilma no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto ao processo de impeachment, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conta do processo que pede a cassação do mandato dela e do vice-presidente Michel Temer.

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