Lula anuncia salário mínimo de R$ 1.320 e isenção do Imposto de Renda de R$ 2.640
O Presidente afirmou que a isenção do IR vai aumentar gradativamente até chegar a R$ 5.000

Nesta quinta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou que o valor do salário mínimo será de R$ 1.320 e que a isenção do Imposto de Renda subirá para R$ 2.640, o que corresponde a dois salários mínimos. Lula também garante que a isenção terá um aumento progressivo.
"É um compromisso meu com o povo brasileiro, que vamos acertar com o movimento sindical, está combinado com o Ministério do Trabalho, está combinado com o ministro Haddad, que a gente vai em maio reajustar para R$ 1.320 e estabelecer uma nova regra para o salário mínimo, que a gente já tinha no meu primeiro mandato", afirmou Lula em entrevista à CNN.
"O salário mínimo terá, além da reposição inflacionária, terá o crescimento do PIB, porque é a forma mais justa de você distribuir o crescimento da economia. Não adianta o PIB crescer 14% e você não distribuir. É importante que ele cresça 5%, 6% , 7% e você distribuí-lo para a sociedade. Nós vamos aumentar o salário mínimo todo ano de acordo com a inflação, será reposta, e o crescimento do PIB será colocado no salário mínimo", completou.
A íntegra da entrevista vai ao ar às 18h desta quinta-feira (16), mas a emissora começou a divulgar alguns pequenos trechos.
Os valores divulgados pelo presidente já eram conhecidos e cogitados, mas foi a primeira vez que Lula afirmou de maneira assertiva que esses serão os números adotados.
"Vai começar a partir de agora, nós vamos começar a isentar a partir de R$ 2.640 e depois nós vamos gradativamente até chegar a R$ 5.000 de isenção", acrescentou.
A elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5.000 foi uma promessa de campanha de Lula, que vem sendo repetida nas primeiras semanas de governo.
Por sua vez, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já afirmou que a mudança no Imposto de Renda deveria ficar para o segundo semestre, após a aprovação da reforma tributária.
Sem reajuste na tabela desde 2015, atualmente todos com renda tributável superior a R$ 1.903,98 por mês pagam Imposto de Renda. Estimativas apontam que elevar a isenção para R$ 5.000 possa ter um impacto mínimo de R$ 100 bilhões, o que pode representar um duro golpe na arrecadação.