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Brasileiro está mais politizado após eleições de 2022, revela estudo

Cresce, em relação às últimas edições da pesquisa, o apoio à democracia

relogio min de leitura | Escrito por Agência Senado | 13 de fevereiro de 2023 - 10:18
Em 2022, 73% dos brasileiros consideravam a democracia a melhor forma de governo
Em 2022, 73% dos brasileiros consideravam a democracia a melhor forma de governo -

As eleições de outubro de 2022 impactaram de maneira significativa a opinião pública. Em relação ao ano de 2021, houve mudanças nas percepções do brasileiro, especialmente quanto ao posicionamento político, à democracia e aos assuntos sociais. É o que revela a 20ª edição da pesquisa Panorama Político do DataSenado.

Em 2021, 55% dos brasileiros não se consideravam nem de esquerda, nem de direita ou de centro. Em 2022, esse índice caiu para 38%, já que mais brasileiros se posicionaram como sendo de esquerda (17%) ou de direita (31%), representando significante aumento da politização dos brasileiros no contexto pós-eleitoral.

Nota-se, ainda, relevante polarização da opinião pública em torno dos temas de interesse político e social investigados na pesquisa como, por exemplo, a facilitação à posse de armas e seus impactos sobre a violência doméstica, cotas para negros em universidades, programas de transferência de renda, pena de morte e, especialmente, confiança no resultado das urnas eletrônicas.

Cresce, em relação às últimas edições da pesquisa, o apoio à democracia, mantendo a tendência de aprimoramento de forma significativa. Em dezembro de 2019, 58% dos brasileiros consideravam a democracia a melhor forma de governo, em 2022 esse índice se amplia para 73%. A pesquisa aponta ainda que o número de pessoas muito satisfeitas em relação à democracia cresceu de 10% para 18% e que, para 58% dos brasileiros, o resultado das urnas eletrônicas em eleições é confiável.

Nos assuntos sociais, preocupa que 71% dos brasileiros acreditem que houve aumento da violência doméstica e familiar contra mulher nos últimos 12 meses, sendo que, para 60%, a facilitação da posse de armas aumenta a violência doméstica

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