Proposta para sanear São Gonçalo
Oavanço dos casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypt (dengue, vírus zika e febre chinkungunya) levou o presidente da Comissão Permanente de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Nival

O avanço dos casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypt (dengue, vírus zika e febre chinkungunya) levou o presidente da Comissão Permanente de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Nivaldo Mulim (PR), a convocar, na última sexta-feira, uma reunião extraordinária para discutir medidas e ações para implementar o Plano Municipal de Saneamento Básico de São Gonçalo, que acaba de ser aprovado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O evento contou com as presenças dos secretários municipais de Meio Ambiente, Ricardo Harduim, de Infraestrutura e Urbanismo, Ana Cristina Silva, e com o oceanógrafo David Zee, da Uerj para definir estratégias para captação de recursos financeiros para colocar o plano em ação.
“Cuidar do saneamento básico é cuidar da saúde da população. Quando não se investe em saneamento, gasta-se com medicamentos, exames, internações”, declarou o deputado durante a reunião.
De acordo com o parlamentar, a meta principal do Plano Municipal de Saneamento é a dragagem e a limpeza dos rios, que estão em sua maioria assoreados, com lixo e são responsáveis por enchentes, alagamentos e transmissão de doenças.
“Não queremos pensar em saneamento da forma tradicional, só cuidando da coleta do esgoto domiciliar. Queremos atacar os rios. São Gonçalo tem 15 rios e boa parte com problemas. Então, nosso desafio é entregar esses rios limpos à população. O objetivo agora é captar recursos” afirmou Nivaldo.
O secretário Ricardo Harduim reconhece que a execução financeira é parte mais difícil da proposta.
“Lamentavelmente, a verba é o maior empecilho para o plano sair do papel. Receberíamos recursos do governo do estado por meio do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, mas com a crise econômica não será possível, teremos que buscar outros parceiros”, explicou o secretário de Meio Ambiente.