Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Coletivo de advogados da UFF pede prisão de sobrinho de Bolsonaro

Dias Toffoli foi escolhido como relator do caso

relogio min de leitura | Redação 19 de janeiro de 2023 - 14:00
Pedido de investigação busca apurar participação de Léo Índio nos atos golpistas do dia 8 de janeiro
Pedido de investigação busca apurar participação de Léo Índio nos atos golpistas do dia 8 de janeiro -

Um coletivo de advogados da Universidade Federal Fluminense (UFF) protocolou, na última terça-feira (17/01), um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) pela investigação e prisão preventiva do sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio.

Nesta quarta (18/01), o ministro Dias Toffoli foi escolhido, por sorteio, como relator da ação, que busca apurar a participação de Léo nos atos golpistas em Brasília no último dia 8 de janeiro. O parente dos Bolsonaro compartilhou nas redes sociais registros em meio aos grupos que participaram da invasão terrorista aos prédios dos Três Poderes no Distrito Federal.

O pedido do Coletivo de Direito Popular propõe, além da prisão preventiva, o bloqueio de bens e quebra de sigilo em redes sociais do bolsonarista. O grupo entende que Léo representa um risco à ordem pública e pode ter participado da mobilização dos manifestantes extremistas. Nas fotos que compartilhou ele chegou a ser visto em cima de uma área de acesso proibido no prédio do Congresso Nacional.

Léo Índio é primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente. Em Brasília, ele já trabalhou como assessor do senador Chico Rodrigues (DEM), que foi flagrado com 30 mil reais escondidos na cueca, e tentou se eleger como deputado federal nas últimas eleições, pelo mesmo partido de Bolsonaro, mas acabou não conseguindo votos o suficiente para ocupar o cargo.

O STF deve seguir analisando o caso nos próximos dias. Desde que o pedido foi protocolado, Léo ainda não se manifestou a respeito da ação.

Matérias Relacionadas