Coletivo de advogados da UFF pede prisão de sobrinho de Bolsonaro
Dias Toffoli foi escolhido como relator do caso

Um coletivo de advogados da Universidade Federal Fluminense (UFF) protocolou, na última terça-feira (17/01), um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) pela investigação e prisão preventiva do sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio.
Nesta quarta (18/01), o ministro Dias Toffoli foi escolhido, por sorteio, como relator da ação, que busca apurar a participação de Léo nos atos golpistas em Brasília no último dia 8 de janeiro. O parente dos Bolsonaro compartilhou nas redes sociais registros em meio aos grupos que participaram da invasão terrorista aos prédios dos Três Poderes no Distrito Federal.
O pedido do Coletivo de Direito Popular propõe, além da prisão preventiva, o bloqueio de bens e quebra de sigilo em redes sociais do bolsonarista. O grupo entende que Léo representa um risco à ordem pública e pode ter participado da mobilização dos manifestantes extremistas. Nas fotos que compartilhou ele chegou a ser visto em cima de uma área de acesso proibido no prédio do Congresso Nacional.
Léo Índio é primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente. Em Brasília, ele já trabalhou como assessor do senador Chico Rodrigues (DEM), que foi flagrado com 30 mil reais escondidos na cueca, e tentou se eleger como deputado federal nas últimas eleições, pelo mesmo partido de Bolsonaro, mas acabou não conseguindo votos o suficiente para ocupar o cargo.
O STF deve seguir analisando o caso nos próximos dias. Desde que o pedido foi protocolado, Léo ainda não se manifestou a respeito da ação.