”Foi a democracia a grande vitoriosa”, diz Lula em discurso ao ser empossado
Presidente fez primeiro discurso do novo mandato

Após o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar o termo de posse no Congresso Nacional, na tarde deste domingo (1º), assumindo a presidência da República, ele fez o primeiro discurso oficial.
Na fala, Lula começou agradecendo ao povo brasileiro o ‘voto de confiança’ que recebeu sendo eleito para seu terceiro mandato.
“Se estamos aqui é graças à consciência política da sociedade brasileira e à frente democrática que formamos. Foi a democracia a grande vitoriosa, superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu; as mais violentas ameaças à liberdade do voto”, disse.
O presidente também citou o diagnóstico que teria recebido do Gabinete de Transição. Segundo Lula, o quadro é ‘estarrecedor’.
”Esvaziaram os recursos da Saúde. Desmontaram a Educação, a Cultura, Ciência e Tecnologia. Destruíram a proteção ao Meio Ambiente. Não deixaram recursos para a merenda escolar, a vacinação, a segurança pública”, afirma sobre a antiga gestão do País, de Jair Bolsonaro.
No discurso, o presidente não deixou de fora uma de suas grandes ‘marcas’, o Bolsa Família. Lula reafirmou a renovação e o fortalecimento do programa social.
“Nossas primeiras ações visam a resgatar da fome 33 milhões de pessoas e resgatar da pobreza mais de 100 milhões de brasileiras e brasileiros, que suportaram a mais dura carga do projeto de destruição nacional que hoje se encerra”, afirmou.
A economia também apareceu na fala de Lula. Para o presidente, o Brasil pode e deve figurar na primeira linha da economia global. Segundo ele, caberá ao estado articular a transição digital e trazer a indústria brasileira para o Século XXI, com uma política industrial que apoie a inovação, estimule a cooperação público-privada e fortaleça a ciência.
Lula afirmou que uma das metas para o meio ambiente é alcançar desmatamento zero na Amazônia e emissão zero de gases do efeito estufa na matriz elétrica, além de estimular o reaproveitamento de pastagens degradadas. “O Brasil não precisa desmatar para manter e ampliar sua estratégica fronteira agrícola”.
E encerrou seu discurso, que citou a necessidade de união e não esqueceu as mortas causadas pela pandemia, reafirmando a missão de honrar a confiança recebida da população.
“Com a força do povo e as bênçãos de Deus, haveremos der reconstruir este país”, declarou, recebendo aplausos dos presentes na cerimônia.