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Brasil pode perder direito a voto em agência de alimentação da ONU por causa de dívidas do governo Bolsonaro

País não paga contribuição à FAO desde 2019

relogio min de leitura | Redação 05 de novembro de 2022 - 19:26
Além de dívida com agência de alimentação, país também voltou ao Mapa da Fome da ONU
Além de dívida com agência de alimentação, país também voltou ao Mapa da Fome da ONU -

O Brasil pode perder o direito de votar nas reuniões da FAO, agência de alimentação e agricultura da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023. Segundo informações obtidas pela coluna do jornalista Jamil Chade no "UOL", o país deixou de pagar sua contribuição obrigatória para a instituição nos últimos anos, e por isso teria sua participação suspensa.

Os dados indicam que a última vez que o Brasil pagou o valor total da contribuição anual foi em 2019, primeiro ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde então, o Governo parou de realizar os repasses para acertar suas dívidas com a organização.

A FAO estabelece que os países que não contribuírem plenamente no período de dois anos perdem a voz da reunião do Conselho. Caso o país não faça os depósitos até o fim deste ano, ele ficará, pela primeira vez, sem poder votar nas decisões da instituição na reunião de 2023.

Recentemente, o Brasil voltou a integrar a lista Mapa da Fome, da ONU, pela primeira vez desde 2014. Apesar de ser um dos principais produtores de alimento do mundo, cerca de 33,1 milhões de habitantes do país vivem em situação de insegurança alimentar, conforme aponta o Segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19.

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