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Manifestantes bloqueiam ônibus e ameaçam estudantes da UFRJ na Via Dutra

Os alunos alegaram ter sofrido ameaças de serem queimados vivos; eles tiveram que ir a pé para hotel em Barra Mansa

relogio min de leitura | Redação 01 de novembro de 2022 - 16:05
Alunos tiveram ônibus bloqueado por manifestantes bolsonaristas e tiveram que seguir a pé na rodovia
Alunos tiveram ônibus bloqueado por manifestantes bolsonaristas e tiveram que seguir a pé na rodovia -

Alunos e professores do curso de Geologia, da UFRJ, alegaram ter ônibus barrado em bloqueio de manifestantes pró Bolsonaro na Rodovia Presidente Dutra na altura do km 276, na cidade de Barra Mansa, Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 31 de outubro. Ao Estadão, os estudantes disseram que foram identificados como ‘petistas’ por cursarem uma universidade pública e, por isso, sofreram ataques.

Segundo os relatos, o símbolo da Universidade Federal foi motivo para que manifestantes bolsonaristas interrompessem a passagem do veículo que transportava os alunos e professores para um trabalho de campo na cidade de Uberaba, em Minas Gerais. Após o ocorrido, estudantes disseram ter sofrido ameaças dos ativistas, inclusive de serem queimados, e que a Polícia Rodoviária Federal não interviu ao testemunhar os ataques. Por orientação de professores presentes, a fim de para resguardar os alunos, os estudantes se dividiram em grupos e foram a pé até o hotel mais próximo na cidade.

Em nota, a Reitoria da UFRJ repudiou a hostilização sofrida pelos alunos, professores e motorista, e lamentou a postura da PRF no caso.

“A Reitoria repudia veementemente o bloqueio e a hostilização protagonizados pelos manifestantes que impossibilitaram os estudantes de prosseguir viagem de pesquisa acadêmica. Além disso, nos solidarizamos com cada discente, docente, motorista e seus familiares. (...) A Reitoria da UFRJ lamenta, ainda, a postura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que, para não criar conflito com os caminhoneiros manifestantes, não se esmerou inicialmente para que a comunidade acadêmica da UFRJ ali representada pudesse ter o direito a estudar e prosseguisse com sua viagem de trabalho de campo”, disse.

A Reitoria da universidade afirmou ainda que “Caso os estudantes e professores não sejam liberados até terça-feira, 1º/11, a reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, irá pessoalmente ao local do bloqueio para diálogo e intercessão junto à PRF para que haja liberação pacífica e imediata do tráfego para minimização dos prejuízos causados à comunidade acadêmica e liberdade do fazer acadêmico. A Reitoria e a Prefeitura Universitária acompanham o caso”.

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