Ex-Ministros de Bolsonaro ficaram mais ricos, mostram dados do TSE
Patrimônios foram declarados à Justiça Eleitoral

Dos 15 ex-ministros de Jair Bolsonaro que disputam algum cargo nas eleições deste ano, sete declararam à Justiça Eleitoral aumento de patrimônio, há quatro ou oito anos, este último no caso de Senadores. Porém, dois deles disseram que ficaram mais 'pobres' e declararam valores menores.
O maior aumento foi o de Rogério Marinho (PL), que foi Ministro do Desenvolvimento Regional e agora tenta se eleger senador pelo Rio Grande do Norte. Entre 2018 e 2022, seu patrimônio declarado subiu de R$ 983,2 mil para R$ 1.984 milhão.
João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania e atual candidato ao governo da Bahia, também teve aumento de patrimônio. Durante os quatro anos de governo da atual gestão, ele teve um acréscimo de 23,7% e passou de R$ 4,5 milhões em 2018 para R$ 5,6 milhões neste ano. Ele ainda declarou ter R$ 2,7 milhões em outros bens e direitos, um veículo de R$ 153,2 mil e aplicações que somam R$ 138,5 mil.
O ex-ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) , que foi demitido por Bolsonaro ainda em 2020, teve um aumento de 34,8% em seu patrimônio, que passou de R$ 774,9 mil para R$ 1,04 milhão neste ano.
O astronauta Marcos Pontes (PL), que tenta ser senador no estado de São Paulo, teve um crescimento de 25,3 % e passou de R$ 1,5 milhão, em 2018, para R$ 1,9 milhão em 2022.
Dois ministros registraram redução em seus patrimônios, como no caso de Onyx Lorenzoni (PL) e o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (PL). O primeiro disputa o governo do Rio Grande do Sul e, durante os quatro anos, teve seu patrimônio encolhido em 6,4%. Em 2018, ele declarou bens que totalizaram R$ 1,048 milhão. Agora, tem R$ 981,8 mil.
Já Roberto Salles registrou a maior redução patrimonial. O ex-ministro, que tenta se eleger deputado nessas eleições, viu seu patrimônio líquido de R$ 8,9 milhões encolher para R$ 3,97 milhões, de 2018 até hoje.