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Bolsonaro nega reajuste salarial para agentes de segurança pública

Representantes da categoria já encontram-se com outros presidenciáveis para discutir o futuro do setor

relogio min de leitura | Redação 11 de agosto de 2022 - 17:12
Presidente da República Jair Bolsonaro
Presidente da República Jair Bolsonaro -

O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a proposta de reajuste extraordinário do salário dos agentes de segurança pública em sua sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2023. Apesar do veto, a LDO disponibiliza R$11,7 bilhões para reajustes na folha de pagamento dos servidores públicos, verba a ser disputada pelos diversos setores do funcionalismo federal.

No começo de seu mandato, o chefe do executivo prometeu um reajuste salarial para o setor, gerando descontentamento em outras categorias mas, após uma série de greves e paralisações, voltou atrás em sua promessa, sugerindo um reajuste linear de 5% para todos os servidores públicos.

Segundo o Governo Federal, conceder um reajuste exclusivo para os profissionais de segurança pública causaria uma “desnecessária assimetria de tratamento entre as carreiras dos órgãos e entidades que compõem a administração pública federal". Os vetos do chefe do executivo passarão por nova análise no Congresso e ainda podem ser derrubados.

Enquanto Bolsonaro negou o reajuste para os agentes de segurança pública, representantes da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) se encontraram com outro presidenciável, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), para discutir o futuro da categoria. O encontro na sede da Fena, em Brasília, contou ainda com a presença de Nelson Marconi, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas e um dos responsáveis pelo programa de governo do PDT.

Durante a reunião  os sindicalistas apresentaram uma carta contendo diversas demandas e propostas da categoria para a formulação de projetos relativos à Segurança Pública, Segurança Viária, Carreira e Previdência policiais. Ciro Gomes afirmou que a proposta da federação é nobre, que vai “mandar uma carta respondendo cada item da proposta muito séria, muito profissional que eles (FenaPRF) fizeram” e quer “ sinalizar que eles vão ter, de novo, uma equivalência salarial às outras carreiras de Estado.”

A FenaPRF ressalta que a Carta dos Policiais Rodoviários Federais foi encaminhada à todos os presidenciáveis e que Ciro Gomes foi o primeiro a abrir espaço em sua agenda para uma reunião com representantes da categoria. O presidente da federação, Dovercino Neto, avaliou o encontro com o ex-governador como “muito positivo”.

“Ciro se mostrou interessado em poder discutir a situação dos policiais rodoviários federais e também as medidas por uma melhor segurança pública brasileira. Esperamos poder nos encontrar com todos os candidatos à Presidência da República para manter este diálogo com quem quer que ganhe”, afirmou ele.

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