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Bolsonaro ataca STF e oficializa candidatura em convenção no Rio

Presidente convocou apoiadores a protestarem contra Supremo em evento que formalizou sua candidatura à reeleição

relogio min de leitura | Redação 24 de julho de 2022 - 16:36
Bolsonaro tenta reeleição em chapa com Braga Netto, general candidato à vice-presidência
Bolsonaro tenta reeleição em chapa com Braga Netto, general candidato à vice-presidência -

O presidente Jair Bolsonaro teve sua candidatura à reeleição oficializada durante convenção do Partido Liberal (PL), que aconteceu neste domingo (24/07) no Maracanãzinho, na Zona Norte do Rio. Durante discurso, Bolsonaro voltou a atacar ministros do STF, chamou apoiadores para participarem de protestos no dia 7 de setembro, além de fazer críticas a seu principal oponente, o ex-presidente Lula (PT).

O evento serviu para homologar a chapa do PL, que conta com Bolsonaro como candidato à presidência e o general Walter Braga Netto, do mesmo partido, como candidato a vice. Além dos candidatos, estiveram presentes o presidente nacional do PL, Valdemar Costa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, e correligionários como o candidato ao Senado por São Paulo, Marcos Pontes e o deputado federal Marco Feliciano.

O discurso de Bolsonaro durou cerca de uma hora e dez minutos e foi marcado pelas reações dos apoiadores que assistiam à cerimônia. Ao comentar sobre uma suposta "transparência" pública trazida por seu governo ao cenário político nacional, o presidente destacou que "hoje vocês sabem o que é o Supremo Tribunal Federal", fala que foi acompanhada de vaias e gritos de "Supremo é o povo" por parte do público presente. Durante as reações, Bolsonaro ficou em silêncio.

O candidato a reeleição voltou a citar a Corte em outros momentos da convenção. Enquanto falava sobre as manifestações de 7 de setembro, chamou os membros do Supremo de "surdos de capa preta" e convocou seus apoiadores a protestarem contra eles nas manifestações do próximo feriado do dia da Independência. "Vamos às ruas no dia 7 de setembro pela última vez. Esses surdos de capa preta tem que entender o que é a voz do povo", afirmou.

Outro nome atacado por Bolsonaro durante o evento foi o de Luís Inácio Lula da Silva, ex-presidente e pré-candidato às eleições pelo Partido dos Trabalhadores. Lula foi chamado de "cachaceiro" pelo atual presidente que o acusou de defender "o roubo de celulares, como um direito do bandido roubar para tomar uma cerveja". "Esse mesmo cara que fala que a guerra da Ucrânia se resolve tomando cerveja; esse mesmo cara que quer legalizar o aborto no Brasil; esse mesmo cara que quer legalizar as drogas no Brasil. Não teria aqui adjetivos para qualificá-lo nesse momento. Quem sabe no debate, caso ele esteja presente", completou Bolsonaro.

Por fim, o presidente também aproveitou a convenção para declarar que conta com o apoio dos militares em casos de fraude nas eleições. "Esse é o Exército que está do lado do povo, que não admite corrupção, que não admite fraude, que merece respeito. E que vai ter", destacou, em menção indireta às acusações de fraude nas urnas eletrônicas que defendeu em declarações recentes, sem respaldo em evidências.

Bolsonaro tem 67 anos e tenta o segundo mandato como presidente. Foi eleito no segundo turno em 2018, após cumprir sete mandatos como deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro.

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