Conselho de Ética pede varredura temendo espionagem de Gabriel Monteiro
Pedido será protocolado na semana que vem

Os parlamentares do Conselho de Ética envolvidos no processo contra o vereador Gabriel Monteiro (PL) vão pedir, na próxima semana, à Mesa Diretora da Câmara do Rio, que seja feita uma varredura de escutas em seus gabinetes. Os parlamentares temem que possam estar sendo espionados pelo ex-PM, que está sendo acusado de abuso, assédio sexual e estupro, e corre o risco de ter o mandato cassado.
Os integrantes da comissão começaram a suspeitar sobre a presença de escutas em seus gabinetes após os depoimentos dos ex-assessores Heitor Nazaré Neto e Vinícius Hayden Witeze, no último dia 25. Os dois afirmaram que Monteiro mandava seus assessores investigarem a vida dos colegas vereadores. Witeze morreu em um acidente de trânsito na noite de sábado (28) na estrada RJ-130, que liga Teresópolis a Nova Friburgo, na Região Serrana. Um dia antes de morrer, o ex-assessor de Monteiro pediu um segurança à vereadora Teresa Bergher, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
O pedido de varredura será feito após todas as testemunhas de Monteiro prestarem depoimento. Nesta sexta-feira (3), o Conselho ouve o ex-assessor do vereador, Fabio Felix Ferreira, o empresário Rafael Ferrilha e Natachi Mendonça da Silva, mãe de uma menina que aparece em um dos vídeos divulgados pelo parlamentar em redes sociais.
Na próxima terça-feira (7), serão ouvidos Rafael Murmura Ângelo, Bruno Novaes Assumpção e Leandro Lima, e na quinta-feira (9), Miqueias da Silva Felix Arsênio e Pablo Batista Foligno.