Cotado como vice de Lula, Alckmin anuncia filiação ao PSB
Ex-governador irá oficializar filiação em evento na próxima quarta-feira (23)

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, anunciou nesta sexta-feira (18), em suas redes sociais, que irá se filiar ao PSB, após mais de seis meses de negociações. Alckimin escreveu sobre a decisão de mudar de partido e citou o ex-governador Eduardo Campos, que morreu em um acidente de avião em 2014 durante a eleição daquele ano.
"Não vamos desistir do Brasil", escreveu Alckmin nas redes sociais. A frase foi dita por Eduardo Campos durante entrevista ao Jornal Nacional na véspera de seu acidente. Quando morreu, o governador de Pernambuco era a maior liderança do PSB.
Na próxima quarta-feira (23), o partido vai realizar um ato em Brasília para celebrar a filiação. O ex-tucano deve ser indicado para vice na chapa presidencial encabeçada pelo ex-presidente Lula (PT). Alckmin tinha convites também do PV e do Solidariedade, mas optou pelo PSB, maior partido, até agora, a aderir à aliança que será montada em torno de Lula.
Além disso, no ato em Brasília, serão oficializadas também as filiações ao PSB do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), pré-candidato ao governo do estado, e do senador Dario Berger (MDB-SC), pré-candidato ao governo catarinense.
Também devem ser anunciadas ainda no mesmo evento a entrada no partido de cerca 40 pessoas de todo o país que planejam disputar a eleição para o Legislativo. Fazem parte desse grupo, entre outros, a influenciadora digital Ariadna Arantes, o babalorixá e gestor público Diego de Airá, o advogado Augusto de Arruda Botelho e a líder do movimento de moradia popular Carmen Silva, além de ex-colegas de Alckmin no PSDB, como o ex-deputado federal Floriano Pesaro e o ex-deputado estadual Pedro Tobias.