Despoluição da Baía de Guanabara
Medidas efetivas para aprimorar a qualidade da água se tornaram o grande desafio do Estado às vésperas dos Jogos Olímpicos. No Legislativo, a urgência ganhou espaço com a ação de três comissões: a Especial da Baía de Guanabara, presidida por Flavio Serafini (Psol), a de Defesa do Meio Ambiente, sob responsabilidade de Thiago Pampolha, e a Permanente de Saneamento, que tem à frente Nivaldo Mulim. Com base nas audiências públicas e visitas técnicas realizadas ao longo do ano, os deputados concluíram a necessidade de instalação de nove Unidades de Tratamento de Rios (UTRs), duas delas nos rios Guaxindiba e Boassu, ambos em São Gonçalo.
Nivaldo explica que as UTRs são uma alternativa a curto prazo e de menor custo que os investimentos em saneamento básico, mais caros e longos. “Não quer dizer que o saneamento é desnecessário. E sim que precisamos de uma opção mais efetiva e urgente. É um plano simples para que a qualidade da água seja um pouco mais satisfatória”, ressaltou.
Cientes da crise econômica que o Governo do Estado atravessa, as comissões se comprometeram a solicitar recursos ao Ministério do Ambiente. Pela avaliação do grupo, são necessários R$500 milhões para a construção de UTRs nos canais do Mangue e do Cunha e nos rios Irajá, Pavuna, Meriti, Sarapuí, Iguaçu, Guaxindiba e Boassu. Atualmente, a capital fluminense conta com outras três UTRs na Rocinha, Barra de Guaratiba e Piscinão de Ramos.