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De olho nas eleições, Pazuello pede para ir para a reserva do Exército

Ex-ministro da Saúde deve disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados do Rio

relogio min de leitura | Redação 22 de fevereiro de 2022 - 18:11
Militares precisam sair da ativa se desejam se candidatar às eleições
Militares precisam sair da ativa se desejam se candidatar às eleições -

Pensando nas eleições, o ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, já deu início aos procedimentos para a aposentadoria e entrar para a reserva do Exército. De acordo com aliados no general, ele pretende disputar uma das 46 vagas na Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro. Pazuello também conversa com alguns partidos para decidir por qual vai se eleger, sendo o PL o destino mais provável, por ser o mesmo de Bolsonaro.

General de Divisão, Pazuello atingiu em 2018 o posto máximo de sua carreira no Exército, o Serviço de Intendência. O ex-ministro da Saúde só poderia permanecer na ativa até 31 de março, quando seria realocado na reserva de forma compulsória, após ficar quatro anos no cargo.

Pazuello também teria que deixar o cargo compulsoriamente já que estava próximo de completar dois anos cumprindo funções civis no governo Bolsonaro e não mais caserna. Por isso seria obrigado a encerrar a carreira militar na ativa e se transferir à inatividade. 

Porém, o próprio Pazuelo protocolou no Exército o requerimento da aposentadoria. O documento chegou na última segunda-feira (21) na Diretoria de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social (DCIPAS).

O Exército ainda não tem uma data do resultado dos procedimentos para "liberar" o general. Acredita-se que ele deva ser liberado só em março para se filiar e participar de atividades partidárias, o que é proibido para militares da ativa, que devem se licenciar no máximo seis meses antes da eleição e após comunicar o Comando do Exército.

Pazuello atuou como secretário executivo do Ministério da Saúde de abril a junho de 2020, quando assumiu o comando da pasta. Em março de 2021, ele foi demitido do cargo e foi substituído por Marcelo Queiroga, o atual ministro. Depois, em junho, retornou ao Executivo, sendo agora assessor especial de Assuntos Estratégicos.

Tornando-se militar da reserva, ele terá direito a receber oito vezes a remuneração do Exército, a título de ajuda de custo, um benefício dobrado pelo governo Jair Bolsonaro. O valor deve ficar em torno de R$ 260 mil.

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