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Ciro volta a demonstrar interesse em ter Marina Silva como vice

Político também criticou os adversários Lula, Bolsonaro e Moro

relogio min de leitura | Redação 24 de janeiro de 2022 - 17:00
Ciro Gomes deu declaração em entrevista ao apresentador Datena
Ciro Gomes deu declaração em entrevista ao apresentador Datena -

Pré-candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes voltou a demonstrar interesse em ter Marina Silva, da Rede, como sua integrante de chapa na eleição deste ano. A declaração foi feita em entrevista ao apresentador José Luiz Datena. Ciro destacou que a ex-senadora "tem todos os talentos para ser uma grande presidente do Brasil" e declarou que tem confiança de que ela "vai nos ajudar à essa rebeldia da esperança que o Brasil precisa".

No início de sua entrevista, Ciro brincou com a possibilidade de ter Datena como seu integrante de chapa. No último ano, o apresentador deu algumas declarações favoráveis à candidatura do pedetista. "Eu queria era o Datena sabe, aquele grande comunicador?" brincou durante sua entrevista à Rádio Bandeirantes. "Estou brincando, estou brincando, não posso fazer isso", disse em seguida.

Datena respondeu e confirmou interesse num eventual convite. "Eu não estou brincando, seria uma honra ser vice seu, porque eu gosto de você e você é um cara honesto pra caramba".

Durante a entrevista, que levou cerca de uma hora, Ciro também criticou o ex-presidente Lula (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que serão seus adversários e lideram a corrida presidencial deste ano. Ele afirmou que existe um "acordão" entre Lula e Bolsonaro, com intermediação do ex-presidente Michel Temer, para que ambos baixassem o tom um contra o outro. O plano, segundo Ciro, teria por objetivo diminuir a força da "terceira via".

"Sabe aquela visita do Temer ao Bolsonaro após o Sete de Setembro? Antes, Temer se acertou com Lula", afirmou. "O Lula está combinando com Bolsonaro de os dois não irem aos debates para que o povo brasileiro vote no escuro".

O ex-governador também atacou a candidatura do ex-ministro Sérgio Moro (Podemos), acusando-o de corrupção passiva por, de acordo com Ciro, ter aceitado a vaga de ministro no governo Bolsonaro com a intenção de ser indicado pelo presidente para o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o pedetista também acusou Moro de obter vantagem indevida ao ser contratado pela consultoria americana Alvarez & Marsal, responsável pelo processo de recuperação judicial da Odebrecht, construtora envolvida em condenações da Lava Jato.

Ciro também defendeu durante a entrevista a realização de um plebiscito para consultar a população brasileira sobre reformas propostas por seu governo, caso seja eleito. De acordo com ele, a medida impediria o que chamou de "negociações de gabinete" e a aprovação de textos por meio de práticas de "toma lá, dá cá".

"Vou levar as reformas a voto direto do povo brasileiro, para que a maioria possa ganhar contra uma minoria poderosa que domina o Brasil", afirmou à Rádio Bandeirantes. O político não mencionou, no entanto, que terá de obter aval do Congresso para levar adiante qualquer tipo de consulta popular.

O pedetista também criticou a possibilidade de reeleição para o cargo de presidente e disse que, se eleito, pretende propor o fim do dispositivo em prol da aprovação das reformas. Para esta medida ele também precisará ter apoio do Congresso Nacional. 

"As reformas serão propostas todas no primeiro semestre, e eu vou oferecer aos políticos o fim da minha própria reeleição para que eles não tenham medo de que, acertando a mão, eu queira ser beneficiado por uma reeleição, que é uma tragédia no Brasil", disse.

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