Camargo quer mudar nome da Fundação Palmares para Princesa Isabel

Sérgio Camargo já se envolveu em diversas polêmicas durante sua gestão

Escrito por Redação 11/01/2022 14:19, atualizado em 11/01/2022 14:19
Sérgio Camargo foi indicado para o cargo por Jair Bolsonaro
Sérgio Camargo foi indicado para o cargo por Jair Bolsonaro . Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, voltou a defender a mudança de nome da instituição para André Rebouças ou Princesa Isabel. 

“Não faz sentido homenagear Zumbi [dos Palmares], um líder tirano e escravocrata”, publicou o presidente da Instituição no Twitter, neste domingo (9).

"Devemos valorizar quem viveu segundo elevados padrões éticos, cuja biografia é edificante não só para os negros, mas para todos os brasileiros. Mudar o nome da Fundação Palmares para Princesa Isabel ou André Rebouças é um grande desafio, que um dia terá que ser enfrentado", escreveu.

“É uma das propostas que constam do projeto que apresentei à Secretaria Especial da Cultura quando fui convidado para assumir a presidência da instituição, em outubro de 2019”, afirmou Camargo.

Sérgio Camargo declarou que a alteração no nome da instituição não depende apenas dele. Caso fosse, já teria feito "na base da canetada", como afirmou. No entanto, a mudança precisa de autorização da Câmara dos Deputados.

Em novembro de 2021, Camargo sinalizou o desejo de homenagear a princesa Isabel, a quem se atribui o título de "Redentora" por conta de sua participação na abolição da escravidão no Brasil. A versão, no entanto, é criticada por historiadores e pelo movimento negro, já que ignora os anos de resistência da população negra, apagando a luta desse povo e transformando a abolição em um ato de bondade.

Desde que assumiu o cargo, no início do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), Sérgio Camargo esteve envolvido em diversas polêmicas. Ele é acusado de assédio moral, perseguição ideológica e discriminação com funcionários. Na última semana, a Justiça proibiu que o presidente doasse parte do acervo da Fundação. De acordo com Camargo, as obras selecionadas tinham caráter ideológico.

Em dezembro do ano passado, sob sua gestão, a Fundação alterou seu logotipo. O antigo símbolo da fundação era retratado pelo Machado de Xangô, considerado o orixá da Justiça. O machado faz alusão aos povos de origem africana e a luta dos mesmos durante o período da escravidão. O novo logotipo da fundação remete à bandeira do Brasil.

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