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Renan Bolsonaro é alvo de investigação de recebimento de propina

O filho 04 do presidente deve depor na Superintendência da Polícia Federal nesta semana

relogio min de leitura | Redação 15 de dezembro de 2021 - 13:32
Ele é conhecido como o filho 04 do presidente
Ele é conhecido como o filho 04 do presidente -

Renan Bolsonaro deve prestar depoimento ainda nesta semana na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde tramita uma investigação que visa verificar se o filho do presidente está envolvido em um suposto recebimento de propina. Segundo o jornal Extra, a investigação busca entender se Renan, por meio de sua empresa Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, e outros alvos receberam propina de empresários do Gramazini Granitos e Mármores Thomazini para mediar contatos do grupo com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Dessa forma, o grupo empresarial poderia ter vantagens no governo.

Renan e o empresário Allan Lucena, que é seu amigo, teriam teriam recebido da Gramazini Granitos e Mármores Thomazini, que comanda a área de mineração e construção, um carro elétrico que custa mais de R$ 90 mil. A partir daí, foi investigado e a Polícia Federal descobriu que coincidentemente um mês depois a empresa esteve com Marinho após um pedido do assessor especial da Presidência. Com isso, as investigações foram necessárias para mostrar se a empresa está conseguindo de alguma forma ter vantagens na administração pública.

O advogado de Renan, Frederick Wassef, negou ao Extra que o filho de Bolsonaro tenha ganhado um carro da empresa e que ele não tem envolvimento com nenhum tipo de situação ilícita. Além disso, o advogado ainda disse que a situação é uma "investigação instaurada por manifestação e requerimento de parlamentar de esquerda". 

No documento da PF sobre o inquérito está escrito que o filho 04 do presidente, juntamente com outros alvos investigados, obteve "vantagens de empresários com interesses, vínculos e contratos com a Administração Pública Federal e Distrital sem aparente contraprestação justificável dos atos de graciosidade. O núcleo empresarial apresenta cerne em conglomerado minerário/agropecuário, empresa de publicidade e outros empresários".

Outras pessoas além de Renan ainda estão sendo ouvidas no caso e, após tudo isso, a Polícia Federal deve dar seu parecer em um documento final.

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