Deputado bolsonarista de Niterói é citado no relatório final da CPI da Covid-19

Relator pediu indiciamento do parlamentar por 'incitação ao crime'

Escrito por Redação 20/10/2021 14:14, atualizado em 20/10/2021 15:14
Carlos Jordy é um dos aliados do presidente na Câmara
Carlos Jordy é um dos aliados do presidente na Câmara . Foto: Divulgação

O deputado federal bolsonarista Carlos Jordy (PSL-RJ), de Niterói, foi citado no relatório final da CPI da Covid-19, divulgado nesta quarta-feira (20). O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, disse que Jordy fez 'incitação ao crime'. Outros parlamentares aliados ao presidente Jair Bolsonaro também foram indiciados. 

Carlos Jordy, que foi vereador de Niterói, usou as redes sociais para comentar o relatório apresentado por Renan Calheiros.

“Li o relatório da CPI e vi as razões por ter sido indiciado por incitação a crime: chamar Coronavac de vachina, criticar ações do STF, chamar Doria de ditadoria, ser favorável ao tratamento precoce e contra a obrigatoriedade da vacina. Circo tem malabarismo, mas esse é muito amador”, disse o deputado.

Além de Jordy, os deputados Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF) e Hélio Lopes (PSL-RJ) também foram citados por 'incitação ao crime'. Em seu relatório, Renan Calheiros pediu ainda o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por nove crimes durante sua condução na pandemia. São eles: crime de epidemia com resultado de morte, crime de infração a medidas sanitárias preventivas, crime de emprego irregular de verba pública, crime de incitação ao crime, crime de falsificação de documentos particulares, crime de charlatanismo, crime de prevaricação, crime contra humanidade e crime de responsabilidade.

Ao longo dos seis meses de atuação, a CPI fez 66 reuniões, das quais 58 foram destinadas a depoimentos. Foram ouvidas 61 pessoas, além das vítimas da Covid-19. Dos 1.582 requerimentos apresentados, 1.062 foram apreciados. O colegiado aprovou 251 transferências de sigilo (fiscal, bancário, telefônico e telamático). 

Além disso, a CPI expediu 2.669 ofícios e recebeu 2.792 documentos, além de 71.957 arquivos contendo documentos ostensivos e 4.251.840 arquivos com documentos sigilosos. Os dados estão no relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é lido ao longo desta quarta-feira (20).

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