Fusão entre PSL e DEM resultará na sigla 'União Brasil'
Novo partido contará com 81 deputados, quatro governadores e sete senadores

O partido oriundo da fusão entre PSL e DEM vai se chamar União Brasil e deve constar nas urnas com o número 44. Os representantes de cada sigla, em encontro nesta quarta-feira (29), definiram as marcas da nova união partidária. A reunião contou com a presença dos presidentes do DEM, ACM Neto, do PSL, Luciano Bivar, do vice-presidente do PSL, Antonio Rueda, além do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).
Efraim Filho (PB), representante do DEM na Câmara, comentou que a escolha da numeração foge do 17, utilizado pelo PSL e por Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2018, e também do 25, marca registrada do Democratas. Para a decisão, os envolvidos se embasaram em uma pesquisa feita na última semana. "A premissa era de nome novo e número novo. Foram os melhores avaliados na pesquisa qualitativa", falou.
A nova sigla terá presidência de Bivar e ACM Neto na secretaria-geral. Para selar a união, no próximo dia 6 de outubro, representantes das duas legendas farão uma reunião, com objetivo de estabelecer o estatuto e o programa do novo partido. Segundo o PSL, no encontro "também será eleita a Comissão Executiva Nacional Instituidora, órgão nacional que promoverá o registro do novo partido".
A União Brasil, caso confirmada a fusão, possuirá as maiores partes do fundo eleitoral e partidário, além de contar com maior espaço no rádio e na televisão, visando as propagandas políticas das eleições de 2022. Ademais, o novo partido terá 81 deputados na câmara, quatro governadores e sete senadores.
Pré-candidatos
O planejamento inclui uma candidatura à presidência em 2022. No momento, a União Brasil teria o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e também o apresentador José Luiz Datena (PSL).
No entanto, Pacheco está negociando com o PSD para uma possível candidatura em 2022. Além disso, mesmo com objetivo de ter um postulante à presidência, a nova fusão deve autorizar que os filiados apoiem outros candidatos, como por exemplo Jair Bolsonaro, que deve tentar a reeleição.