PSOL decide que não vai apresentar pré-candidatos à presidência neste ano
Integrantes do partido tomaram a decisão durante Congresso Nacional neste sábado (25)

O PSOL anunciou neste sábado (25) que não vai lançar nomes como pré-candidatos à presidência neste ano. O partido quer discutir o cenário eleitoral apenas em 2022 e diz que vai buscar aliança entre partidos de esquerda.
A decisão do partido foi tomada pela maioria dos membros durante o 7° Congresso Nacional do PSOL, realizado neste sábado. Entretanto, o resultado foi apertado: 56% votaram por não apresentar pré-candidatura agora, enquanto outros 44% queriam o oposto.
Na resolução que definiu o posicionamento, a legenda afirma que se dedicará à “construção da unidade entre os setores populares para assegurar a derrota da extrema-direita”.
“É preciso reunir forças sociais e políticas para, em primeiro lugar derrotar Bolsonaro, e a partir de 2023 lutar pela superação da profunda crise social, política, econômica, sanitária e ambiental que vivemos. Não queremos simplesmente um governo de ‘salvação nacional’: queremos um governo de esquerda, comprometido com os direitos sociais, o meio ambiente, a soberania nacional, a superação dos preconceitos e da violência de Estado. Um governo à serviço da igualdade e da justiça social”, diz o documento.
O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, está entre os que defendem que o partido apoie uma unidade de esquerda. Segundo ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser o escolhido como representante dessa unidade, mas a definição de um nome só será feita no próximo ano. Medeiros afirma que a prioridade é a construção de um programa para temas como o desemprego e a redemocratização de instituições do Estado.
A decisão, no entanto, frustou os planos do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), que havia colocado seu nome à disposição do partido para disputar a presidência em 2022. Ao site da revista CartaCapital, Glauber frisou que a decisão não é definitiva e defendeu uma candidatura do PSOL no próximo ano.
“A ausência de uma candidatura com radicalidade política não ajuda a derrotar Bolsonaro, pelo contrário. A presença do PSOL no cenário eleitoral ajuda a enfrentar o bolsonarismo com mais força”, diz Braga. “Nossa candidatura realiza um tensionamento sobre as outras pré-candidaturas em temas que são fundamentais para a população brasileira", disse Glauber.