Bolsonaro reforça que não errou ‘em nada’ na pandemia
Ao longo da entrevista, o mandatário defendeu novamente o uso da cloroquina

Com o Brasil chegando a 600 mil mortes pela Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) permanece com a retórica de que não errou ‘em nada’ no combate à pandemia do Coronavírus. Em entrevista concedida à 'Veja', o mandatário fez críticas a CPI, defendeu novamente medicamentos ineficazes contra o vírus e ainda elogiou o próprio governo no período pandêmico.
"Não errei em nada. Fui muito criticado quando falei que ficar trancado em casa não era a solução. Eu falava que haveria desemprego, e foi o que aconteceu. Outra consequência disso é a inflação que está aí. Hoje há estudos que mostram que quem mais caminha para o óbito por coronavírus é o obeso e quem está apavorado", falou o chefe do Executivo, que ainda relembrou o auxílio emergencial como proposta oriunda do executivo. No entanto, o valor de R$ 600,00 foi levado adiante depois de pressão dos congressistas, assim como a continuidade do benefício.
O presidente também não esqueceu da defesa da cloroquina, medicamento que é ineficaz contra a Covid-19 e passível de gerar fortes efeitos colaterais, de acordo com a ciência.
"Continuo defendendo a cloroquina. Eu mesmo tomei quando fui infectado e fiquei bom. A hidroxicloroquina nunca matou ninguém. O militar na Amazônia usa sem recomendação médica. Ele vai para qualquer missão e coloca a caixinha no bolso. O civil também. Você nunca ouviu falar que na região Amazônica morre gente combatendo a malária por causa da hidroxicloroquina. Criou-se um tabu em cima disso."
CPI da Covid
Bolsonaro ainda fez críticas à CPI, que apura os acontecimentos e as ações do governo ao longo da pandemia. De acordo com ele, a comissão não possui ‘credibilidade nenhuma’.
"No auge da pandemia, esses caras [senadores que integram a CPI] ficaram em casa, de férias, em home office, cuidando da vida deles. E agora vêm acusar? Não engulo isso aí. A história vai mostrar que as medidas que tomamos, concreta, econômicas, ajudando estados e municípios com recursos, salvaram as pessoas", disse o mandatário.